sexta-feira, agosto 28, 2015

Déficit da Previdência sobe 29% de janeiro a julho. Não há ajuste que aguente

 Alvaro Gribel
O Globo

É bem simples entender por que as contas do governo estão no vermelho. Enquanto as despesas subiram 0,4% de janeiro a julho, as receitas caíram 3,6%. Com isso, o rombo do Governo Central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) chegou a R$ 9 bilhões. No mesmo período do ano passado, o resultado foi positivo em R$ 15,1 bi.

O que mais pesou no aumento de gastos foi a Previdência Social, que subiu 2,7%, gerando uma despesa adicional de R$ 6,3 bilhões, em termos reais. O rombo da Previdência saltou de R$ 31,2 bilhões para R$ 40,3 bi nos sete primeiros meses do ano. Um crescimento de 29%. O Tesouro até conseguiu reduzir despesas em 1,1%, ou R$ 4,1 bi, mas isso não foi suficiente.

"O decréscimo real de R$ 4,1 bilhões (1,1%) nas despesas do Tesouro Nacional, que foi mais que compensado pelo aumento real de R$ 6,3 bilhões (2,7%) nas despesas da Previdência Social", diz o relatório do Tesouro Nacional.

A queda das receitas de 3,6% corresponde a uma perda de R$ 28,4 bilhões em relação ao mesmo período de 2014.

Os números colocam ainda mais pressão sobre a nota de crédito do Brasil e o Congresso Nacional. Sem um aprofundamento do corte de gastos e do ajuste fiscal, é cada vez maior o risco da perda do grau de investimento.

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