domingo, agosto 30, 2015

Governo venderá 10% de fatia em aeroportos para salvar Infraero (por que não 100%?)

Da redação
Veja online

Com dívida de R$ 450 milhões, estatal reduzirá participação de 49% em cinco aeroportos: Garulhos, Viracopos, Galeão, Brasília e Confins

(Breno Rotatori/VEJA)
A estatal tem 49% de participação nos aeroportos de 
Guarulhos, Viracopos, Galeão, Brasília e Confins

O governo federal planeja vender fatias da participação que a Infraero tem nos aeroportos concedidos à iniciativa privada. Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, a medida é uma tentativa de salvar a estatal, cujo prejuízo neste ano deve chegar a 450 milhões de reais. De acordo com o ministro Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil, a intenção é vender algo perto de 10% dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Confins, Galeão e Viracopos (Campinas). A Infraero tem 49% em cada um.

A concessão fez a estatal perder os seus aeroportos mais rentáveis. Como consequência da perda de receitas, a empresa passou de lucrativa a deficitária. "Estamos com estudo concluído pelo Banco do Brasil, o ministro Nelson Barbosa [Planejamento] já aprovou. É perfeitamente viável", diz Padilha. A proposta ainda será levada para análise de Dilma.

A intenção é que as vendas de participação ocorram a partir do ano que vem. O Orçamento para 2016 já contemplará as receitas resultantes do negócio, disse o ministro. Ainda não há estimativa de quanto o governo espera levantar com a venda das participações.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Que gentinha bem tacanha, esta!!! Por que não vender 100% da participação? Não significa que os aeroportos deixarão de pertencer à União, apenas que desobriga a Infraero que já enfrenta um rombo astronômico de ter que aportar recursos para uma concessão administrada por terceiros.   

Segundo, que não faz sentido conceder o que quer que seja à iniciativa privada e obrigar a União a manter participação no consórcio.

São medidas como esta, de puro cunho e ranço ideológico, ou seja, de puro atraso, que os investidores se afastam do Brasil, e o país chegou a situação de penúria em que se encontra. 


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