terça-feira, agosto 25, 2015

O governo vai reduzir seu circo um pouquinho. Você acredita?

Adelson Elias Vasconcellos


O governo anunciou besta segunda feira, que a presidente Dilma resolveu reduzir seu mastodôntico ministério de 39 para 29 pastas, além de reduzir pessoal comissionado (hoje são cerca de 23 mil) e mais algumas secretarias e autarquias. 

Quais ministérios? Quais secretarias e autarquias? Quantos comissionados irão embora? Bem, isto, segundo o ministro Nelson Barbosa, do Planejamento, responsável pelo anúncio, ainda está em estudos. 

Ora, então por que anunciar uma decisão que ainda depende de “estudos” e não tem prazo para acontecer? 

Ninguém contou para o blogueiro, mas percebo aí duas intenções bem claras: uma, diz respeito a uma certa reconciliação com a opinião pública que reprova o governo em mais de 70%. A outra a de capitalizar apoio às medidas de ajuste que ainda estão por vir. Fala-se em aumento de impostos e mais corte de gastos.

Então, vamos esmiuçar esta meleca. Pegou muito mal junto à sociedade a tentativa do governo de dividir em três vezes,  a primeira parcela do 13° salário a ser paga aos aposentados e pensionistas. E pegou muito mal ainda sabermos que, em junho passado, tanto a soberana quanto seus ministros já haviam recebida sua primeira parcela. Como, também, pegou mal a tal despesa de R$ 100 mil gasta com frota de luxo em sua recente viagem aos Estados Unidos e que só foi paga porque o dono da concessionária ameaçou processar o governo brasileiro.  Ora, diante deste noticiário vexatório, anunciar que vai cortar despesas na própria carne pode suavizar o papelão.

Aliás, e aí já entro na questão política propriamente, cortar despesas na própria carne com redução de ministérios inúteis, secretaria e autarquias que só existem para dar emprego aos malandros do partido e das centrais sindicais aliadas do partido, deveria ter sido a providência primeira tão logo o governo anunciou seu pacote de medidas de ajuste. Ao não fazê-lo, perdeu apoio político no Congresso, sofrendo derrotas que, ao invés de reduzir despesas, fizeram-nas aumentar ainda mais.

O ministro Levy, semana passado, anunciou que 2016 será de mais aperto ainda. E considerando que, no ritmo atual, não haverá a menor chance de o Brasil voltar a crescer tão cedo, sendo  certa que a tal “travessia passageira”,  anunciada pela soberana, será de profunda recessão. E se mais medidas de aperto serão tomadas, conquistar simpatias no Congresso tem que estar incluído no cardápio. 

Porém, os fatos que cercam a atuação deste governo não nos permite acreditar nas tais intenções de cortes em sua estrutura elefântica. Mesmo que se reduza a um terço, ainda sobrará muita gordura para ser extirpada. No período em que está no poder, o PT só fez aumentar a estrutura da própria presidência e, em consequência, os gastos superaram em muito as despesas. 

Assim, o melhor que podemos fazer é esperar acontecer. Dona Dilma não mereceu até aqui nada além de credibilidade zero. 

Serve como aperitivo: segundo informa o site do Estadão, Dilma informa aos navegantes que cortará 1.000 cargos de confiança. Só pode ser piada, né? Isto sequer representa 10% do total de cargos.  E marquem lá: a extinção destes cargos não significa que seus ocupantes entrarão nas filas do SINE  em busca de emprego. Afinal, a “mãe” Dilma não irá desamparar os seus, não é mesmo?

A propósito: querem saber o quão insignificante é esta propalada reforma? Pois bem, sugiro que leiam o artigo reproduzido nesta edição, de Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, publicado no jornal O Globo, sob o sugestivo título “A Casa da Mãe Dilma”. Nele a gente fica sabendo do tamanho do desastre que foi a chegada do PT ao Planalto, por que as contas públicas viraram do avesso, por que faltam recursos para a educação, saúde, segurança, infraestrutura e, principalmente, por que esta reforma e nada é a mesma coisa.     

GOVERNO DILMA: Mediocridade e irresponsabilidade sem fim.
Governo não paga as contas, e os comandantes militares é que ficam com o nome sujo, é o que informa Claudio Humberto em sua página “Diário do Poder”. Como são os comandantes militares que assinam os contratos de fornecimento para as diferentes unidades, estão sendo negativados como forma de pressão de fornecedores  para receberem o que lhes é devido. Não é de estranhar tal conduta irresponsável do governo Dilma. É só observar o que esta senhora anda aprontando para com as embaixadas brasileiras no exterior.  Muitas já tiveram os serviços de fornecimento de água, luz e telefonia cortados por falta de pagamento. E, segundo informou Lauro Jardim, coluna Radar da Veja,  muitos tem recebido até aviso de despejo dos imóveis em que residem. 

Terá a soberana saldado a dívida do país para com organismos internacionais, tais como ONU e OEA? Pelo jeito ..
E tem gente que ainda defende a permanência desta incompetente, medíocre e irresponsável no comando do país.  Valha-nos Deus!!!

Um assessor para que as CPI’s não investiguem o governo e o PT
Gilles Azevedo, ministro sem pasta como o classificou o Estadão, é um comparsa antigo de Dilma. Remonta a parceria ao tempo em que a soberana foi Secretaria de Energia no Rio Grande do Sul.  Pois bem, Gilles foi encarregado pessoalmente pela soberana para atuar junto ao Congresso com o propósito específico de impedir que as CPI’s do BNDES e dos Fundos de Pensão cheguem perto do PT e dos governos petistas de Lula e da própria. 

Bem, o caso do BNDES merece destaque especial  pelos favores recebidos por alguns barões do empresariado tupiniquim além do tráfico de influência de Lula, já como ex-presidente em exercício, em favor de países periféricos, na África e na América do Sul. 

Mas o caso dos Fundos de Pensão não pode ser tratado superficialmente. São casos de polícia e de justiça. O PT comandou as diretorias até bem pouco tempo, quando se descobriu bilionários rombos nas finanças. Tanto é assim, que o partido acabou sendo expurgado. 

Em razão disto tudo, e assim como Lula se desesperou quando se anunciou uma CPI para a Petrobrás, ordenando para que os partidos aliados impedisse seu funcionamento normal que é investigar, as CPI’s tanto do BNDES, mas principalmente a dos Fundos de Pensão, têm tudo para dinamitar ainda mais o partido.   Daí o temor que agora se revela na nomeação de um ajudante de ordens do tipo bem obediente, para tentar impedir qualquer investigação. 

Só tem um detalhe: a capacidade de Gilles influenciar quem quer que seja na Câmara de Deputados é igual a zero.  Se Michel Temer, que é o vice-presidente, não conseguiu quebrar as resistências, não há como dar certo com o comparsa ora instado a ministro sem pasta. 

O que dói, o que mais constrange o país é assistir uma presidente que torra todas as suas horas de inutilidade extrema, dedicada apenas a se manter no cargo via conchavos. Governar que é bom, e para tanto foi reeleita e para tanto o povo brasileiro é obrigado a sustentar sua ostentação faraônica, nem pensar. 
   
Portanto, senhores e senhoras,  lembrem-se deste dito fabuloso: quem tem passado doloso, trata o inimigo de modo carinhoso.  

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