terça-feira, setembro 15, 2015

Caderneta de poupança terá primeira perda real em 13 anos

Da Redação
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Analistas esperam inflação de 9,29%, enquanto rendimento da caderneta deve ser de 8,06%, o que implicará em uma perda real de 1,14% em 2015

(Pedro Rubens/Dedoc/VEJA)
 A caderneta de poupança é uma das aplicações mais antigas
 no Brasil e tem a facilidade de ser atrelada à conta corrente

Quem deixar o dinheiro parado na caderneta de poupança contabilizará um rendimento tão baixo ao fim do ano que não será capaz de ganhar nem mesmo da inflação acelerada de 2015. Enquanto os preços, na média, devem subir 9,29% em 2015,segundo estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo na última pesquisa focus do Banco Central, a poupança terá um retorno de 8,06%, o que implicará uma perda real de 1,14% em 2015, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

De acordo com reportagem desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo, esta será a primeira perda real da tradicional poupança desde 2002, quando a diferença ficou em -3,27%. Na prática, isso significa um recuo do poder de compra do brasileiro.

"O que você compra hoje por um valor, daqui um ano custará mais caro. Diminuir o poder de compra significa que, se você tiver no futuro a mesma quantia de hoje, já não vai poder comprar esse produto", explica Olivia Paganini, da Guide Investimentos. A caderneta é uma das aplicações mais antigas no Brasil e tem a facilidade de ser atrelada, muitas vezes em débito automático, à conta corrente.

De oito meses já fechados neste ano, a poupança perdeu para a inflação em seis deles. No acumulado do ano até agosto, a perda real é de 1,69%. Não à toa, na diferença entre saques e depósitos, a caderneta já perde 48,5 bilhões em 2015, o maior valor em 20 anos.

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