sexta-feira, setembro 11, 2015

O pacote de sexta-feira

Adelson Elias Vasconcellos

Se anuncia para esta sexta-feira um pacote de medidas com as quais se pretende cobrir  o rombo do orçamento de 2016, ou parte dele ao menos. Vamos ver  no lombo de quem vai doer o custo da incompetência do governo Dilma. Há alguns dias o ministro Levy vem com o papo de que, um pouquinho mais de imposto não dói. Ora, se para cobrir o buraco do orçamento  basta um “pouquinho” mais de imposto, então é  sinal de que um “pouquinho” a menos de despesa a coisa se equilibra, não é mesmo?

Acontece, meus caros, que este  governo não abre mão de manter sua máquina mastodôntica para abrigar seus apadrinhados, cuja maioria ocupa cargos de alta remuneração e privilégios, e nenhuma responsabilidade ou utilidade. 

Há, ao menos,  duas dúzias de estatais, também inúteis, criadas apenas para servir de cabide de emprego para os mesmos inúteis. Tente sugerir a senhora Dilma que congele por dois anos os salários dos servidores! A casa cai. No entanto, vai se pedir sacrifício a quem tem menos direitos, menos salários e menos empregos. E a isso chamam de governo popular devotado ao social? Arre!!!!

Como sempre, e isto vai se ver logo, o custo das mazelas e dos muitos erros do primeiro quadriênio dilmista vai é doer no lombo daqueles que trabalham, produzem e geram riqueza. Para os inúteis acomodados e aboletados no poder público periga ganharem algum reajuste em seus vencimentos sem retorno, a título de bônus.

Sinceramente, não acredito que o governo cortará fundo na própria carne, coisa que deveria ter feito no primeiro segundo, do primeiro minuto, da primeira hora no primeiro dia de janeiro. E, mesmo que o país saia rapidamente da encalacrada em que foi metido, duvido que os impostos que forem elevados agora  voltem aos níveis de hoje. E por uma razão específica: esta gente sempre encontrará um meio de torrar o que não lhes pertence e sem dar nada em troca para a sociedade. 

Qual seria a melhor alternativa para o Brasil nesta situação? O melhor seria Dilma convencer-se de que não tem mais autoridade para comandar qualquer processo de recuperação da economia. Perdeu credibilidade pelas mentiras que propagou e pelo estelionato eleitoral que praticou. Perdeu a liderança junto à sua própria base de apoio congressual. E, pode se dizer, perdeu a legitimidade junto ao próprio eleitorado que lhe concedeu mais quatro anos. Assim, para que não sangrasse mais o país, o melhor que poderia fazer seria renunciar e deixar o cargo para quem possa, com mais autoridade, liderança e credibilidade conduzir o Brasil nos próximos anos. O prazo de validade da senhora Rousseff se esgotou antes mesmo de iniciar seu segundo mandato. 

Se golpe houve, ele foi praticado por ela mesma não apenas pelo seu desgoverno, mas, sobretudo, por tudo que fez e disse na campanha que a reelegeu. Hoje, quem nela votou, se sente traído e com inteira razão.

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