quarta-feira, setembro 23, 2015

Prévia do PIB é a mais baixa desde 2012

Da redação
Veja online

IBC-Br recuou 0,02% em julho relação ao mês anterior; apesar de negativo, dado aponta estabilidade e queda menos intensa do que a esperada por analistas

(Germano Luders/EXAME/VEJA) 
Lupatech, produtora de equipamentos 
para o setor de petróleo e gás, em São Paulo

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma ligeira queda de 0,02% em julho ante junho, somando 141,38 pontos, o menor nível desde abril de 2012 na série com ajustes sazonais. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 4,25%. Com isso, o terceiro trimestre do ano já começa no vermelho após dois trimestres seguidos de recuo.

A queda veio abaixo da projetada pelos analistas consultados pela agência Reuters, que esperavam uma baixa de 0,35% no indicador. Apesar de o dado vir praticamente estável, os economistas não encararam isso como um sinal claro de melhora. "Esse tipo de resultado que às vezes aponta melhora daqui, melhora dali, infelizmente não é nenhuma sinalização de que o pior já passou. Não é nada disso. É muito possível que seja alguma questão pontual", afirmou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. "Desdobramentos recentes que culminaram com a perda do grau de investimento ainda vão machucar a atividade econômica", acrescentou.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Na série, é possível apontar um recuo de 1,93% nos doze meses encerrados em julho. No acumulado do ano, a contração é de 2,74%.

Em nota a clientes, o time do Barclays avaliou que a estabilidade do IBC-Br em julho foi impactada pelo resultado positivo do varejo ampliado em julho, de 0,6%, apoiado pela venda de automóveis, algo que deve ser revertido na próxima divulgação. "Os dados de hoje não mudam nossas expectativas de contração de 1,4% no PIB do terceiro trimestre sobre o trimestre anterior e recessão de 3,2% no ano, conforme a confiança continua a cair em todos os setores", informou a instituição, em nota.

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