sexta-feira, outubro 02, 2015

Brasil fica em 78º lugar em ranking de qualificação de mão de obra

Veja online

Entre os vizinhos da América Latina, país está em 15ª posição, com resultados piores do que Paraguai e Bolívia

(Mario Tama/Getty Images)
 Mão de obra: país tem um dos piores índices de qualificação do mundo

O Brasil amargou a 78ª posição, entre 124 países, no ranking mundial de qualificação de mão de obra divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial. O levantamento avaliou o desempenho do país em educação, distribuição de mão de obra, mercado de trabalho, percepção de negócios e capacidade de treinamento das empresas, entre outros fatores. Na América Latina, o país está em 15º lugar, atrás não só de países como Chile, Colômbia e México, mas também nações em patamar menos avançado de desenvolvimento, como Bolívia, Paraguai e Trinidad e Tobago.

Segundo o estudo, o fator determinante para a classificação foi a educação infantil. Na avaliação educacional referente ao grupo abaixo de 15 anos, o Brasil ficou em 95º lugar. No item que avalia a permanência das crianças até a conclusão do ensino básico, o país figura na 91ª posição. Já quando se leva em conta a qualidade do ensino, o Brasil fica em 109º lugar.

O ponto favorável na balança, segundo o estudo, é o nível de treinamento proporcionado por empresas a seus funcionários e o baixo índice de desemprego para o grupo de 15 a 54 anos - ou seja, toda a população em idade ativa. O alto índice de treinamento reflete a dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Esse item de avaliação posiciona o Brasil em 108º lugar, ou seja, entre os 20 piores do mundo. No entanto, o Fórum avalia que o país possui um alto índice de excesso de qualificação para um determinado grupo: o de pessoas de 15 a 24 anos. Isso coloca o Brasil em 41ª posição no ranking.

Enquanto na América Latina o Chile lidera com folga, os primeiros lugares no índice geral são ocupados por Finlândia, Noruega, Suíça, Canadá e Japão. Na última edição do estudo, publicada em 2013, e que utilizava outra metodologia, o Brasil estava em 57ª posição.

Nenhum comentário: