segunda-feira, outubro 26, 2015

Riquezas minerais de Roraima despertam a cobiça internacional

Carlos Newton
Tribuna da Internet



Este texto circula na internet como uma advertência aos brasileiros. Explica por que grande número de ONGs estrangeiros se oferecem para dar assistência às tribos brasileiras que vivem na reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, o Estado potencialmente mais rico em jazidas minerais, fazendo fronteira com a Guiana Inglesa e a Venezuela. Na região existe nióbio, metal leve empregado na siderurgia, aeronáutica, indústria petrolífera (poços submarinos ultra-profundos), espacial e nuclear.

Lá estão localizadas também jazidas de ouro, cassiterita, diamante, zinco, caulim, pedras preciosas, cobre, diatomito, barita, molibdênio, titânio, calcário, um verdadeiro festival.

Há extensas reservas de urânio e titânio, usado para fabricação de destiladores e dessalinizadores para produção de água potável a partir da água do mar, na fabricação de equipamentos submarinos na indústria de petróleo, na industria aeronáutica e para fabricação de equipamentos na indústria química e em aplicações cirúrgicas. O irídio é um metal super nobre, de alto valor, muito leve usado na fabricação de peças e componentes para aviões, indústria espacial e aplicações cirúrgicas.

Roraima e a Amazônia, como um tudo, têm uma riqueza incalculável, que está sendo desperdiçada pelo Brasil.

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AS ONGS ESTRANGEIRAS EM RORAIMA

Deu no Estadão

Seis anos depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de retirar fazendeiros das terras indígenas da reserva Raposa Serra do Sol, o perfil de Roraima mudou e o Estado tem atraído a atenção de ONGs brasileiras e estrangeiras que atuam pela causa indígena. “Somos um movimento global de apoio aos indígenas”, afirma Sarah Shenker, representante da ONG Survival, que tem sede em Londres, uma das principais organizações internacionais de apoio a tribos brasileiras envolvidas na mais polêmica disputa fundiária nacional das últimas três décadas.

“Nosso trabalho é gerar atenção para as ameaças contra os índios e pressionar o governo por soluções e proteção”, diz Sarah. A Survival, que acompanhou o processo judicial da demarcação de terras contínuas da Raposa Serra do Sol, não é a única ONG internacional interessada na empreitada. Entre as organizações mais presentes em Roraima há fundações estrangeiras e agências de governos nacionais.

Os principais exemplos de ONGs com trabalho forte no Estado são a Cafod, entidade ligada à Igreja Católica da Inglaterra; a Fundação Tebtebba, ligada à militante indígena filipina Victoria Tauli-Corpuz, consultora da ONU para direitos dos nativos; além de representações dos governos da Noruega, Alemanha e Estados Unidos, assim como outras fundações, como a americana Ford Foundation, estabelecida no Brasil desde 1962, e a Rainforest Foundation Noruega, atuante no País desde 1989.

DIVULGANDO PELO MUNDO…
Segundo a porta-voz da Survival em Londres, a situação de insegurança dos indígenas brasileiros e a ausência de políticas claras de proteção dos povos pelo governo federal são prioridade na agenda de vigilância da ONG sobre o Brasil. A Survival tem programas de acompanhamento das realidades nas aldeias e reservas de povos como ianomâmi e macuxi, em Roraima, mas também atua com a população guarani de Mato Grosso do Sul, e os awá-guajá, do Pará e Maranhão, além de trabalhar em outros continentes.

De acordo com a ONG, que defende abertamente a causa indígena, o trabalho não envolve repasses diretos de dinheiro. A ONG britânica funciona como uma plataforma de divulgação internacional das demandas. Para Sarah, quando um povo indígena começa a ser integrado aos não índios, ocorre um processo desigual. “Eles vão viver em periferias, em situação precária, e são vistos como seres inferiores”, afirma. Ela acredita que o primeiro passo para melhorar a situação dos índios “é o respeito”. Em segundo lugar, os não índios devem, segundo Sarah, se habituar a ouvir dos índios qual o modo de vida eles preferem para suas comunidades.

DINHEIRO EUROPEU
Mas se a Survival não mexe diretamente com dinheiro, outras organizações se encarregam de garantir verbas para as comunidades. “A Noruega vem firmando parcerias de longa duração com várias associações indígenas e organizações não governamentais indigenistas no Brasil. O foco tem sido o apoio institucional, muitas vezes em conjunto com atividades de monitoramento, planejamento e capacitação”, diz Aud Marit Wiig, embaixadora da Noruega.

A situação dos índios brasileiros e sua cultura de selva despertam atenções até na Casa Real da Noruega. Na Fundação Rainforest, entidade daquele país que também é conhecida na região, a ideia de ampliar direitos dos índios recebe garantias do próprio rei Haroldo V. “Trabalhamos para reconhecer novas terras indígenas e proteger as existentes”, afirma documento da Rainforest.

Em 2013, o rei da Noruega visitou a aldeia do chefe ianomâmi Davi Kopenawa; recebeu presentes da comunidade e, segundo a ONG, achou a viagem uma maravilha.

MINERAÇÃO
De acordo com levantamento de 2014 da Fundação Nacional do Índio (Funai), oficialmente o Brasil tem 53 autorizações de projetos de pesquisas em execução em áreas indígenas, nos quais há 71 brasileiros e 10 estrangeiros em operação. Segundo a Funai, em Roraima há quatro projetos em terra indígena.

Moradores de Boa Vista costumam contar que é comum na cidade o trânsito de “gringos” interessados no acesso às riquezas naturais preservadas nos milhares de hectares de florestas e cerrados, que no Estado é chamado de “lavrado”. Somente na Raposa/Serra do Sol há cerca de 10 milhões de hectares sob ocupação indígena.

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