domingo, outubro 11, 2015

Dilma destaca interesse em parceria com Aliança do Pacífico. Não é meio tarde, presidente?

Exame.com
Mário Braga e Álvaro Campos, Estadão Conteúdo

Reuters / John Vizcaino 
Dilma Rousseff e Juan Manuel Santos: 
além disso, Dilma disse ter transmitido ao colega colombiano 
o interesse em avançar também em acordos para evitar a bitributação

São Paulo - Em visita de Estado à Colômbia para ampliar as relações comerciais com o país vizinho, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira, 9, que comunicou ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o interesse do Brasil e do Mercosul em firmar parceria com o bloco comercial da Aliança do Pacífico.

"Queremos estreitar relações", disse. Dilma ressaltou que entre 2005 e 2014 o intercâmbio comercial entre Brasil e Colômbia avançou 165%, de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,1 bilhões.

"Trata-se de um processo, sem sombra de dúvidas, vantajoso para as economias de nossos países", destacou.

A presidente brasileira celebrou os acordos e memorandos de entendimento que devem destravar investimentos e permitir uma relação mais fluida entre os dois países e também entre empresas brasileiras e colombianas.

"O acordo sobre o setor automotivo e o de complementação econômica 59 vai promover a indústria automobilística dos dois lados", ressaltou.

Além disso, Dilma disse ter transmitido ao colega colombiano o interesse em avançar também em acordos para evitar a bitributação.

Dilma ressaltou ainda que a cooperação bilateral deve gerar empregos em um momento de dificuldades para todos os países, especialmente os do continente sul-americano, que têm sofrido com o fim do superciclo de commodities.

O principal objetivo da primeira visita oficial de Dilma ao país vizinho é acelerar acordos comerciais entre Brasil e Colômbia, com foco na eliminação de tarifas de exportação e importação, além de acordos de compras governamentais e de investimentos mútuos.

A Colômbia é a terceira maior economia da América do Sul, mas apenas o sétimo parceiro comercial do Brasil na região.

Um dos acordos foi firmado entre a Caixa Econômica Federal, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e a Banca de Las Oportunidades da Colômbia.

O tratado prevê a colaboração técnica internacional para promover ações de educação financeira para empreendedores da região de fronteira entre Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia.

Os demais tratados abordam temas como questões indígenas, fronteiras, pesquisa, desenvolvimento agrário, facilitação de comércio, logística e transporte fluvial.

Mais cedo, a presidente se reuniu com 20 empresários brasileiros. "Conto com os senhores para que nossas relações estejam além do nosso potencial, para que sejamos capazes de construir um caminho no qual tantos os interesses da Colômbia quanto os do Brasil sejam contemplados. Para que a gente se lance para um projeto de futuro que implique relações comerciais e de investimentos extremamente fortes entre nós", disse Dilma.

Ainda nesta sexta-feira, a presidente participa de almoço oferecido pelo presidente da Colômbia, de encontro com o presidente do Senado e parlamentares do país vizinho, além de uma sessão solene da Corte Suprema de Justiça. No início da noite, ela embarca de volta a Brasília.

******* COMENTANDO A NOTÍCIA:

Parece que está caindo a ficha para o governo meio tarde. A senhora Rousseff, numa rasgo de prepotência insuportável, conseguiu, com sua incompetência, isolar o Brasil do restante do mundo. Além disto, durante o governo de Lula, a teimosia em manter o real artificialmente valorizado não apenas arruinou a indústria nacional como, ainda, retirou da nossa pauta de exportações os manufaturados e semimanufaturados, fazendo com que perdêssemos mercados tradicionais. Ou seja, Dilma e Lula, juntos, reduziram a participação do Brasil no comércio mundial à insignificância, achando que o falido Mercosul faria a diferença.  De fato, o Mercosul fez muita diferença: prá menos. Recuperar o terreno, além de demorar, vai nos custar muito mais.  

A ideologia anacrônica desta gente está nos empurrando de volta ao século 19. 

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