quarta-feira, outubro 28, 2015

Indústria enfrenta restrição ao crédito maior que em crise de 2008

Da redação
Veja online

Estudo da CNI mostra ainda que os empresários estavam insatisfeitos com o lucro e com a situação financeira no terceiro trimestre

 (Jefferson Bernardes/VEJA)
 Índice que mostra a facilidade de acesso a crédito 
teve queda pelo sétimo mês consecutivo 

As incertezas em relação ao cenário econômico atual e aumento da taxa de juros dificultaram ainda mais o acesso das empresas ao crédito. O indicador de facilidade de acesso ao crédito caiu pelo sétimo mês consecutivo e ficou em 29,9 pontos em outubro, segundo a Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria.

"A dificuldade de acesso ao crédito é maior que a observada no auge da crise financeira de 2008 e 2009", ressalta a Confederação. Conforme a metodologia da pesquisa, o indicador varia de zero a cem pontos e quando está abaixo dos 50 revela dificuldade na obtenção de financiamentos. Quanto menor o índice, maior é a dificuldade.

O estudo mostra ainda que os empresários estavam insatisfeitos com o lucro e com a situação financeira no terceiro trimestre. O indicador de margem de lucro operacional ficou em 32,7 pontos e o de satisfação com a situação financeira foi de 38,9 pontos, ambos abaixo da linha divisória dos 50 pontos. De acordo com os industriais, os preços das matérias-primas também subiram no terceiro trimestre. O indicador passou para 69,2 pontos e ficou acima dos 50 pontos, que separa o aumento da queda dos preços.

A Confederação destaca, entretanto, que a indústria conseguiu ajustar parcialmente o excesso de estoques. "O início de um processo de ajuste dos estoques é muito positivo, porque, se consolidado, abre caminho para o aumento futuro da produção", diz o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

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