quarta-feira, outubro 28, 2015

Mercado agora prevê queda de mais de 3% no PIB em 2015

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Para 2016, o cenário também piorou: analistas ouvidos pelo Banco Central elevaram a projeção de recuo na economia brasileira de 1,22% para 1,43%

(Yasuyoshi Chiba/AFP/VEJA)
 Mercado prevê que economia vai fechar no vermelho por dois anos seguidos 


As novas previsões feitas pelo mercado financeiro para o boletim Focus mostram que o fim do poço pode ser bem mais fundo do que se imaginava no início do ano. Os analistas voltaram a piorar as estimativas dos principais indicadores da economia brasileira tanto para este como para o próximo ano. Agora, esperam uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,02% - na semana passada era de 3%; e uma inflação de 9,85% ante a projeção anterior de 9,75%. As informações constam do relatório divulgado nesta segunda-feira.

No caso do PIB, trata-se da décima quinta semana consecutiva em que o indicador é ajustado para baixo. Se confirmado, será o pior resultado da economia brasileira desde 1990, quando encolheu 4,35%. Para 2016, o mercado espera um recuo de 1,43%, perspectiva bem pessimista se levar em conta que os analistas apostavam em crescimento no próximo ano no início de 2015. Na semana passada, a projeção era de 1,22% negativo.

Em relação à inflação, trata-se do sexto ajuste seguido para cima. E o mercado ainda não consegue visualizar uma trégua no ano que vem, mesmo com a taxa básica de juros (a Selic) no seu maior patamar desde 2006. Para 2016, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi aumentada de 6,12% para 6,22%.

Os analistas do Focus mantiveram a expectativa de que não haverá mais nenhum reajuste na Selic neste ano. Desde o último aumento, a taxa básica de juros está na casa dos 14,25%. Para 2016, a previsão é de que ela diminua até 13%, o que indica que os juros continuarão elevados no próximo ano para conter a alta da inflação. Em relação ao câmbio, o mercado vê que o dólar encerrará 2015 a 4 reais e 2016 a 4,20 reais.

O boletim Focus é produzido a partir das estimativas de mais de 100 instituições financeiras e é divulgado às segundas pelo Banco Central.

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