quinta-feira, outubro 22, 2015

TSE abandona missão da Unasul para eleições venezuelanas

Da redação
Veja online

O governo de Nicolás Maduro rejeitou a indicação brasileira de Nelson Jobim para chefiar os observadores do pleito

(ABr/VEJA) 
O ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante ato público, em Brasília 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira que não vai mais participar da missão especial da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para observação das eleições legislativas na Venezuela, em 6 dezembro. Segundo nota oficial do TSE, a demora venezuelana em aprovar a versão do acordo estabelecido com a Unasul inviabiliza, a menos de dois meses do pleito, "uma observação adequada".

A corte eleitoral trabalhava junto com o Itamaraty para definir a participação do Brasil. O indicado do país para chefiar a missão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, da Defesa e da Justiça Nelson Jobim, foi vetado pela Venezuela, segundo a nota. "Embora o candidato brasileiro tenha angariado amplo apoio entre os Estados-Membros, foi preterido na escolha final para a chefia da missão por suposto veto das autoridades venezuelanas", informava a declaração oficial.

O órgão eleitoral brasileiro disse ainda que tentou uma aliança com o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, mas isso não foi possível diante da falta de resposta do governo de Nicolás Maduro. A demora na aprovação do acordo, segundo o TSE , "fez com que a missão não pudesse acompanhar a auditoria do sistema eletrônico de votação e tampouco iniciar a avaliação da observância da equidade na contenda eleitoral".

A nota, de cinco parágrafos, conclui dizendo que "em razão dos fatores referidos, o TSE decidiu que não participará da missão da Unasul para as eleições parlamentares venezuelanas".

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