domingo, novembro 08, 2015

6 dados mostram por que governo mudou regra da aposentadoria

Rita Azevedo
EXAME.com 

Antonio Cruz/Agência Brasil

São Paulo – Uma nova regra para aposentadorias foi sancionada nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff. A chamada fórmula 85/95 é uma alternativa ao fator previdenciário e leva em conta a soma da idade do trabalhador com o tempo que ele contribuiu ao INSS.

Isso significa que, ao optar pela nova regra, o contribuinte terá que acumular pontos para receber a aposentadoria integral – 85 para mulheres e 95 para homens. Essa pontuação irá aumentar progressivamente a partir de 2019 até chegar a 90/100. 

De acordo com o governo, a revisão no modelo de previdência é uma forma de acompanhar o aumento da expectativa de vida e a diminuição da taxa da natalidade do país. Num futuro próximo, haverá muito mais pessoas se aposentando e menos contribuintes pagando a conta. 

Com as mudanças publicadas hoje, a tendência é que os trabalhadores esperem um pouco mais para se aposentar na expectativa de receber o valor integral sem a aplicação do fator previdenciário. Até 2018, a expectativa do governo é economizar 17,5 bilhões de reais. 

Veja seis números que ajudam a entender essa mudança e o que ela pode significar para os cofres públicos. 

RAZÕES PARA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


50 MILHÕES
É o número de idosos a mais que o Brasil terá até 2060. Até lá, o número de pessoas com 60 anos ou mais irá triplicar no País.

9 para 1
É a proporção atual de pessoas em idade ativa para cada idoso no país. Em 2060, essa proporção deve cair para 2,3 contribuintes para cada pessoa com 65 anos ou mais – o que significa menos gente para pagar a conta da aposentadoria. 

01/01/2017
É a data em que irá ocorrer o primeiro aumento na fórmula, com o acréscimo   de 1 ponto tanto para homens quanto para mulheres
2022

É o ano da última alteração na fórmula. A partir daí, apenas os que alcançarem 90 pontos (no caso da mulher) ou 100 (se for homem) poderão deixar o fator previdenciário.

R$ 56,7 bilhões

É o déficit da Previdência Social em 2014. O rombo na pasta é um dos grandes desafios que o governo atual lida atualmente.

R$ 17,5 bilhões

É quanto o governo pretende economizar com a mudança nas regras da aposentadoria entre 2015 e 2018.


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