terça-feira, novembro 10, 2015

Brasil é um dos países mais hostis para jovens; entenda

Raphael Martins
EXAME.com

Eva Rinaldi/Flickr/Creative Commons 
Youthonomics: melhor quesito para o Brasil é o otimismo, 
medidor da esperança de uma vida melhor dentro de 10 anos

São Paulo – Segundo o estudo Global Index 2015, do instituto francêsYouthonomics, o Brasil está entre os cinco piores países para jovens em ranking sobre as perspectivas econômicas para a população abaixo dos 25 anos de idade.

A pesquisa organiza 64 países através de 59 indicadores, tudo com dados coletados de organizações como Unesco, Banco Mundial e OCDE.

Entre os indicadores da pesquisa, o país tem sua pior marca no fator “Perspectivas da Juventude”, que mede as oportunidades econômicas, a representatividade política e os planos de finanças públicas pensadas para jovens. Neste quesito, o Brasil é o penúltimo, perdendo apenas para a Croácia.

Considerando qualidade de vida atual, o país é o 54º no item “Juventude Hoje”. São levados em conta a educação básica, superior e técnica, acesso a emprego nas idades estudadas, condições de trabalho, bem estar social e saúde. Países como Rússia, em profunda crise, Sri Lanka e Vietnã marcam mais pontos que o Brasil neste quesito.

O melhor quesito é “Otimismo”. Esse fator leva em conta o que se espera da juventude daqui 10 anos. Justamente pelos fatores desanimadores de agora, aumenta-se a expectativa de que os jovens melhorem de vida.

Neste quesito, o Brasil é o 32º colocado. O preocupante é que países que integram os cinco piores do ranking geral — são eles Uganda, Mali, África do Sul e Costa do Marfim — estão entre os cinco melhores do ranking quando o assunto é otimismo.

Os países nórdicos são mais uma vez os destaques. Formam o Top 5 Noruega,Suíça, Dinamarca, Suécia e Holanda. Nas Américas, o melhor é o Canadá, com o 10º lugar. Os latino americanos só aparecem na 24ª posição com o Chile.

Veja aqui a lista completa.



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