domingo, novembro 22, 2015

Governo piora ainda mais previsão para o PIB e já projeta retração de 3,1%

Veja online
Com informações Estadão Conteúdo

Relatório do Ministério do Planejamento divulgado nesta sexta elevou também a inflação esperada para 2015, que passou de 9,29% para 9,99%

(VEJA.com/VEJA)
 O ministro da Fazenda, Joaquim Levy 

O governo piorou ainda mais sua previsão para o desempenho da economia brasileira em 2015. Agora, a expectativa é de retração do produto interno bruto (PIB) de 3,1%, segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do quinto bimestre, divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Planejamento. Na versão anterior do documento, a previsão era de queda de 2,44%.

De acordo com o relatório, a projeção é compatível com os parâmetros de mercado exibidos pelo boletim Focus, pesquisa realizada semanalmente pelo Banco Central com 100 economistas. O relatório do Planejamento prevê ainda que a inflação deverá encerrar este ano em 9,99% - a projeção anterior de IPCA de 9,29%. Para a taxa de câmbio média, a estimativa passou de 3,25 reais para 3,35 reais e, para a Selic média, de 13,30% para 13,29%.

Mesmo sem ter a mudança na meta fiscal aprovada pelo Congresso, o governo divulgou o relatório com a previsão de um déficit de 51,82 bilhões de reais. O número refere-se à proposta de alteração da meta enviada pelo governo em outubro, que fixa o déficit primário para o setor público consolidado para 2015 em 48,9 bilhões de reais, ou o equivalente a 0,85% do PIB - o déficit previsto para o governo central é de 51,8 bilhões de reais. Esse número, porém, poderá chegar a 120 bilhões de reais se incluir o acerto das chamadas "pedaladas fiscais" ainda este ano.

Na avaliação passada, a equipe econômica havia utilizado como meta os 5,8 bilhões de reais do projeto de lei enviado em julho para alterar o objetivo inicial, que era poupar 66,3 bilhões de reais. Na prática, a meta em vigor neste momento é a de superávit de 66,3 bilhões de reais, mas o governo conta com a aprovação da mudança para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Planejamento, a projeção de receita para o ano foi reduzida em 57,92 bilhões de reais e estimativa de despesas obrigatórias aumentada em 2,77 bilhões de reais.

Déficit da Previdência – 
O governo aumentou em 4,20 bilhões de reais a previsão para o déficit do INSS neste ano, que passou de 82,18 bilhões de reais para 86,38 bilhões de reais. A previsão de receitas foi reduzida em 3,61 bilhões de reais, enquanto a estimativa de despesas subiu 594 milhões de reais.

De acordo com o relatório, esses movimentos ocorreram em consequência da atualização dos parâmetros macroeconômicos, principalmente da redução da projeção da massa salarial nominal, e da incorporação dos dados realizados até o mês de outubro, bem como da revisão da projeção da compensação à Previdência Social pela desoneração da folha.

Quanto à despesa, o relatório esclarece que houve aumento em relação à projeção anterior devido à inclusão na projeção de valores realizados até o mês de outubro de 2015. "Esse aumento foi parcialmente compensado pela redução na estimativa de pagamento do COMPREV, dado o histórico de execução até o mês de outubro", explica.

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