quinta-feira, novembro 05, 2015

Greve na Petrobras reduz produção de petróleo em 25%

Veja online
Com informações Agência Reuters

Nas primeiras 24 horas da greve, produção de 450 mil barris de petróleo foi paralisada, de acordo com coordenador-geral do sindicato dos petroleiros

(Comstock Images/Getty Images/VEJA) 
A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro
 foi de cerca de 2 milhões de barris por dia 

A paralisação de trabalhadores da Petrobras reduziu a produção de petróleo da empresa em 25% entre domingo e segunda-feira, disse nesta terça-feira a Federação Única dos Petroleiros (FUP), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Nas primeiras 24 horas da nossa greve, nós paralisamos na Bacia de Campos algo em torno de 450 mil barris de petróleo, que somados ao resto do país, devem chegar próximo a meio milhão de barris de petróleo", disse o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel. A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro foi de cerca de 2 milhões de barris por dia.

A Petrobras não retornou pedidos de comentários sobre a greve nesta terça-feira. A ação preferencial da empresa subia 1% por volta das 11h30, enquanto o Ibovespa avançava 0,7% no mesmo horário.

Trabalhadores da plataforma de petróleo P-38 da Petrobras aderiram à greve iniciada na semana passada, elevando para 43 o número de unidades marítimas participando do movimento na Bacia de Campos, região responsável por mais de 70% do petróleo produzido no Brasil, informou nesta terça-feira o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

Na segunda-feira à noite, 25 plataformas estavam completamente paradas, oito com poços restringidos (com reduções na produção que variam de 20% a 97%) e nove passadas para as equipes de contingência da Petrobras. "No Terminal de Cabiúnas (Tecab), em Macaé, os grupos que entraram a partir das 23h do dia primeiro seguem o indicativo do Sindipetro-NF e ocupam o terminal, porém sem o controle da produção", disse a entidade em nota.

A greve dos funcionários filiados à FUP tem como principal objetivo protestar contra o plano de desinvestimentos da Petrobras. "O condenável esquema de corrupção, envolvendo ex-diretores e ex-gerentes, não pode servir de pretexto para privatizar uma empresa, cujos investimentos gerados respondiam, até há bem pouco tempo, por 13% do PIB", afirmou a FUP.

Os 12 sindicatos associados à FUP, incluindo o Sindipetro-NF, entraram em greve no domingo. Já Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que representa outros cinco sindicatos do país, havia iniciado paralisações na quinta-feira.

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