domingo, novembro 22, 2015

Levy não vê necessidade de aporte na Petrobras

O Globo
Com informações Agência Reuters

Ministro da Fazenda não descarta que ajuda à estatal pode ocorrer no futuro

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy


HALF MOON BAY, Califórnia - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira que não vê necessidade imediata de um aporte de capital na Petrobras, embora não tenha descartado que isso venha a ocorrer no futuro, afirmando que a estatal tem dinheiro para uma quantidade de tempo razoável. Segundo ele, há uma série de aspectos que precisam ser levados em conta antes de se considerar uma injeção de recursos na petroleira brasileira, uma das empresas mais endividadas do mundo.

Os comentários de Levy, feitos nos bastidores de uma conferência sobre infraestrutura na região de São Francisco, foram feitos após rumores de que a estatal estaria pressionando o governo para uma nova injeção de recursos através de um aporte do Tesouro Nacional. Seria, segundo fontes, nos moldes de operações feitas com bancos públicos nos últimos anos, com o uso de instrumentos híbridos de capital e dívida.

— O mais importante sobre a Petrobras é que a companhia está tomando medidas para enfrentar seus desafios — afirmou Levy, citando a estratégia de desinvestimentos, a revisão de contratos e a disciplina de custos. — Eles têm dinheiro suficiente para trabalhar. O Brasil está no meio de uma consolidação fiscal. Estamos no meio de políticas que realmente estão fortalecendo cada área do setor público. Neste momento, eu não vejo necessidade imediata para isso (injeção de capital na Petrobras). É claro que o governo pode sempre agir como o acionista controlador. Mas não devemos buscar soluções fáceis. Temos restrições orçamentárias... É algo que você precisa evitar neste momento — prosseguiu.

Perguntado quando um aporte de recursos na Petrobras seria necessário, ele disse que isso depende dos acontecimentos e que não há razão para especular sobre o assunto. A Petrobras encerrou setembro com dívida superior a R$ 500 bilhões.

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