domingo, novembro 22, 2015

Os Três Poderes da República estão cada vez mais apodrecidos

Carlos Newton
Tribuna da Internet

Vamos falar sério, como pedia o saudoso Bussunda. Sob comando direto de autoridades como Dilma Rousseff, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Ricardo Lewandowski, os três Poderes da República atravessam a pior fase de toda a História, exatamente numa momento em que o país submerge num mar de corrupção e incúria. A economia está se derretendo, a dívida pública aumenta descontroladamente, a máquina administrativa cada vez mais obesa e ineficiente, os serviços públicos não funcionam, as agências reguladoras se omitem,o chamado custo Brasil pune os empresários, o ajuste fiscal anunciado pelo governo literalmente não existe, o país inteiro entrou em transe, mas os três mandatários se comportam como se estivessem no melhor dos mundos.

O presidente do Supremo, Lewandowski, tem um excelente curriculum jurídico, mas decididamente não se comporta como um magistrado, na expressão da palavra. Por exemplo, não fica bem que Sua Excelência saia de seus cuidados para participar de um evento aberto e fazer uma palestra classificando de golpe a possibilidade de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele jamais poderia ter feito tal afirmação, porque é a Constituição Federal que prevê a hipótese de a presidente ser afastada, caso cometa irregularidades. E quando o presidente do Supremo chega a ponto de rasgar a Constituição em público, é sinal que as coisas realmente andam mal no país.

RENAN É MAIS DISCRETO
Este posicionamento público do presidente do Supremo é uma atitude que desonra o Judiciário, mostra que o Poder está tão podre quanto o Executivo e o Legislativo. Com toda certeza, Lewandowski deveria ficar calado e guardar as convicções políticas para si, sem tentar influir e impor constrangimentos. E nem adianta alegar que estava expressando uma opinião pessoal, porque suas declarações serão sempre atribuídas ao presidente do Supremo e não ao cidadão que ocasionalmente veste a digníssima toga.

Neste ponto, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é bem mais discreto do que Lewandowski. Todos sabem que o político alagoano tem um histórico de corrupção, com amante mantida pela empreiteira Mendes Júnior, envolvimento com notas frias e tudo o mais. Sabe-se também que recentemente Renan fechou acordo com o Planalto, está apoiando o governo de peito aberto, porém não costuma se exceder, ninguém consegue fazer com que ele classifique de golpe a medida saneadora prevista na Constituição. Portanto, atualmente o senador demonstra mais decoro do que o presidente do Supremo, que vinha fazendo uma carreira ilibada até o julgamento do mensalão, quando era revisor do processo e votou a favor da inexistência de formação de quadrilha, para reduzir as penas condenatórias dos réus, especialmente José Dirceu, e conseguiu sair vitorioso, deixando uma mancha em sua carreira de magistrado.

DILMA É INQUALIFICÁVEL
Dilma Rousseff é ainda pior do que Lewandowski e Renan, que pelo menos sabem conduzir administrativamente Judiciário e Legislativo. Tudo o que ela faz no Executivo dá errado, não sabe se portar como presidente da República. Este mês, por exemplo, diante do mais grave crime ambiental do país, levou seis dias até ir à região, deu uma sobrevoada e nem saltou do helicóptero, com medo de ser vaiada. Depois, pegou o Aerolula e voltou logo para Brasília.

Sua administração é uma tragédia muito pior do que o desastre de Mariana, que destruiu uma cidade inteira e arruinou o outrora Rio Doce, cujo nome passará a ser apenas referência a um passado distante. Com sua arrogância, soberba e incompetência, Dilma Rousseff está arrasando um país altamente viável. E a culpa – todos sabem – é de um homem chamado Luiz Inácio Lula da Silva, que inventou essa farsante destrambelhada e literalmente a colocou no Palácio do Planalto. A nação agora está pagando caro por esta aventura.

Esperamos que a História faça justiça aos dois, porque, se dependermos apenas do Judiciário e do Legislativo, já está tudo dominado, como se diz atualmente.

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