quarta-feira, abril 13, 2016

Pelo conjunto da obra medíocre, Dilma deve cair

Adelson Elias Vasconcellos



Não são apenas os crimes de responsabilidade, devidamente comprovados, as razões com as quais dois terços dos brasileiros torcem pela queda de Dilma “Zika” Rousseff.  O conjunto de sua obra produziu desastres tão clamorosos, que o país levará muitos anos para reerguer-se. 

A credibilidade externa, a estabilidade econômica e institucional dentro de nossas fronteiras, foram conquistas arduamente obtidas com o sacrifício de todos os brasileiros. Após 25 anos de estagnação, veio a redemocratização e, a partir de 1995, com o Plano Real, o Brasil finalmente se erguia sobre si e suas mazelas, para mostrar o gigante que é e, em consequência, conquistar a credibilidade e respeitabilidade como nação séria. 

Ao chegar ao poder em janeiro de 2003, o PT encontrou a casa arrumada, as contas públicas finalmente equilibradas, o crédito internacional reconquistado, e muitos programas sociais em execução. A partir do período de maior prosperidade econômica mundial, o Brasil pelas commodities que produz, o crescimento do Brasil tomou impulso vigoroso. Como Lula não teve nem coragem nem capacidade para mudar a política econômica que encontrou, apesar do discurso vigarista de haver herdado uma “herança maldita”, acabou sendo ele o maior beneficiário do trabalho alheio. 

Contudo, e as lambanças tipo mensalão e petrolão, estão mostrando ao país  que, desde seu primeiro mandato, os governos petistas trataram de implementar esquemas de corrupção não apenas para cooptar deputados e senadores comprando suas consciências e em troca ganhando-lhes o voto, mas também para alimentar as arcas do partido em nome de um projeto de poder hegemônico, de cunho fascista.

Não apenas isso. Levaram adiante um processo de aparelhamento das instituições dentro do mesmo espírito hegemônico. E enquanto a economia mundial bombou, por aqui, Lula e seus asseclas, vangloriavam-se de conquistas plantadas por outros, vendo-as ao eleitorado como sendo obras suas. Porém, bastou a crise de 2008/2009, para que, pouco a pouco, viesse a tona a nenhuma capacidade petista de gestão pública. Lula vendeu, em 2010, uma Dilma “Zika” Rousseff,  mãe do PAC, como gestora de enorme competência. E esta senhora, precisou de três anos, de seu primeiro mandato,   para comprometer todas as conquistas econômicas, sociais e institucionais obtidas nos últimas 20 anos. 

O Brasil regrediu no tempo. Primeiro, teve-se a impressão de voltarmos ao tempo dos generais-presidentes-ditadores. Agora, já chegamos ao ponto da história sem paralelo, com o país caminhando numa depressão histórica, com crises pipocando por todos os cantos. Não um único setor federal que, remexido, não revele esquemas de corrupção. O país perdeu credibilidade, perdeu estabilidade tanto econômica quanto .institucional, e a Lava Jato vai revelando que o “homem mais honesto do mundo” pode ser tudo, menos honesto. Dilma, esta caricata de gestora, perdeu até o poder que transferiu de mão beijada para seu mentor político.  E quanto mais se remexe nas ações desta senhora, mais se revela não apenas sua mediocridade e arrogância, mas também seu desequilíbrio, sua grosseria e maus modos, sua irascibilidade. Ao sair do governo, Dilma deveria buscar um profissional competente para tratar de seu desequilíbrio emocional e mental. 

Na obra desta senhora podemos contabilizar a quase quebra da Petrobrás e da Eletrobrás, afora outras estatais de menor porte, além de haver destruído a indústria nacional, de ter levado a dívida pública a níveis comprometedores, sem contar os rombos fenomenais nas contas públicas, afora ter ressuscitado a inflação e provocado milhões de desempregados.. 

Por mais dolorosa que venha a ser a travessia pós-Dilma, e será, ainda assim o Brasil se dará a chance de recuperar o terreno perdido. A melhor e única alternativa. Qualquer coisa é melhor do que esta senhora e seu bando de delinquentes políticos, que se vestem de vermelho e ainda sonham com uma pátria bolivariana. 

No futuro, livros e livros serão escritos para descrever estes funestos e destruidores da era petista. Não estando mais no poder, e sem acesso aos cofres do Tesouro, não mais poderão produzir peças de ficção capazes de iludir os incautos. 

Neste país podem existir milhares de golpistas, mas nenhum será de superar em desgraça a dupla Lula/Dilma. Porque, senhores, eleger-se com dinheiro roubado dos brasileiros, como o fizeram Lula e Dilma, que golpista maior pode haver a sabotar a democracia e o progresso do país do que estes dois? E se forem agora, já vão tarde e que nunca mais voltem para nos desgraçar. 

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