quinta-feira, maio 26, 2016

Financiamentos do BNDES precisam ser submetidos a uma severa auditoria

João Amaury Belem
Tribuna da Internet

 Os petistas afirmam que Michel Temer é golpista, há uma conspiração para derrubar a presidente Dilma Rousseff. Para fazer um contraponto, vejamos alguns exemplos de obras no exterior, financiadas com recursos públicos liberados pelo BNDES, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Ludwig Von Mises (IMB-Brasil), entidade que promove os princípios de livre mercado e de uma sociedade aberta, e tirem as suas conclusões de quem realmente é o golpista:

1 – Porto de Mariel – Cuba – US$ 682 milhões – Odebrecht
2 – Hidrelétrica Manduriacu – Equador – US$ 124.8 milhões – Odebrecht
3 – Hidrelétrica San Francisco – Equador – US$ 243 milhões – Odebrecht
4 – Hidrelétrica de Chagilla – Peru – US$ 320 milhões – Odebrecht
5 – Metrô da Cidade do Panamá – Panamá – US$ 1 bilhão – Odebrecht
6 – Autopísta Madden-Colón – Panamá- US$ 152,8 milhões – Odebrecht
7 – Aqueduto de Chaco – Argentina – US$ 180 milhões – OAS
8 – Ferrocarril Sarmiento – Argentina – US$ 1,5 bilhões – Odebrecht
9 – Metrô de Caracas – Venezuela – US$ 732 milhões – Odebrecht
10 – Ponte sobre Rio Orinoco – Venezuela – US$ 300 milhões – Odebrecht
11- Barragem Moamba – Moçambique – US$ 350 milhões – A. Gutierrez
12 – Aeroporto de Nacala – Moçambique – US$ 125 milhões – Odebrecht
13 – BRT de Maputo – Moçambique – US$ 180 milhões – Odebrecht
14 – Hidrelétrica de Tumarin – Nicarágua – US$ 343 milhões – Q. Galvão
15 – Projeto El Chorro – Bolívia – US$ 199 milhões – Queiroz Galvão

Bem, estes são apenas 15 financiamentos do BNDES, beneficiando empreiteiras e países estrangeiros.

E NO BRASIL FALTA TUDO…
Diante dos exemplos acima mencionados, lembremos que existem milhares de empréstimos concedidos pelo BNDES, cujos valores não sabemos. Imaginem quando essa caixa preta vier a ser aberta e aí poderemos entender exatamente porque o BNDES financia portos, estradas, ferrovias, etc. fora do Brasil, quando aqui nos falta de tudo.

Certamente, esperamos que a economista Maria Silvia Bastos Marques, nova presidente do BNDES, dê um fim a essa sangria de recursos públicos e extirpe esse odioso ciclo de corrupção que destruiu o nosso país.

Enfim, a nação brasileira clama para que a nova presidente do BNDES ajude o povo brasileiro a entender os motivos pelos quais esse banco de fomento mandou tanto dinheiro para obras fora do país, ao invés de aplicá-los no desenvolvimento de nossa amada pátria mãe gentil.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Reparem neste detalhe: para conceder este volume de financiamento no exterior (a relação acima é apenas parcial), o Tesouro precisou tomar dinheiro a juros de mercado, e os financiamentos foram concedidos a juros subsidiados.  Este é o primeiro detalhe.

Depois, reparem na natureza das obras: todas relativas a infraestrutura, considerando que no Brasil a infraestrutura é um tormento. 

Mas há mais: com investimentos de US $ 6.431,6 bilhões se realizados no Brasil, quantos milhares de empregos teriam sido gerados? O quanto o custo Brasil teria sido reduzido, tornando nossa pauta de exportações mais competitiva?

Não há um único motivo, por mais razoável, que justificasse o Tesouro endividar-se para bancar lá fora investimentos em empreendimentos que nos fazem falta aqui dentro além de favor o mercado de trabalho externo, enquanto o nosso padece  com completa falta de perspectivas! 

Como a relação acima é apenas uma fração de investimentos externos, é preciso abrir de uma vez por todas a caixa prata do BNDES. Boa parte do crescimento da dívida ali se explica.    

E uma pergunta se impõe: quando será que o Brasil terá de volta a dinheirama jogada lá fora?  E que ninguém se engane: se o Brasil continuasse a ser governado pelo PT, toda estes bilhões de dólares jamais retornariam. O PT acabaria, como já fez nos governos Lula e Dilma, perdoando toda esta dívida. 

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