domingo, maio 29, 2016

Nova ação nos EUA quer US$ 50 bi do fundo de pensão da Petrobras: herança de Dilma

Cláudio Tognolli


24 de dezembro de 2014: o escritório de advocacia  Labaton Sucharow entrou com uma ação de US$ 98 bilhões contra a Petrobras, em nome da cidade de Providence, Rhode Island, que investiu na nossa petroleira e se sentiu lesada.

Vejam o que a Reuters deu disso na época:


Agora vai piorar: advogados de um pool de universidades da Grã-Bretanha, que investiram na Petrobras, querem US$ 50 bilhões de ressarcimento.

A Petrobras tenta baixar para US$ 7 bilhões. O  pool de universidades da Grã-Bretanha quer uma novidade: vão atacar o ressarcimento demandando que a grana venha dos fundos de pensão da Petrobras, o Petros. E querem pegar Dilma, que era presidente do conselho administrativo da Petrobras sob Lula.

Usam como exemplo, na ação, Pasadena. Só para você lembrar:  a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, é alvo de uma série de investigações e suspeitas. A estatal já desembolsou um total de 1,18 bilhão de dólares com a refinaria. A compra, realizada em 2006, garantia a posse de 50% do ativo. A outra metade ficou com a trading belga Astra Oil. A parceria chegou ao fim em junho de 2012, após uma batalha judicial entre Petrobras e a empresa belga. Para pôr fim ao litígio, a estatal brasileira comprou os outros 50% restantes da refinaria. Tentaram colocar a refinaria à venda: a única oferta recebida - da norte-americana Valero - foi de cerca de 180 milhões de dólares, pouco mais de um décimo do valor pago.

Confira aqui uma  base de dados sobre as ações contra a Petrobras nos EUA:


Detalhe: a nova discussão de US$ 50 bilhões entra em pauta, na corte de Manhattan, no começo de setembro.

Dilma que se cuide

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