quinta-feira, maio 26, 2016

Petistas aboletados na TV Brasil já provocavam gritariam contra saneamento da empresa

 Reinaldo Azevedo  
Veja online

Nova direção começa a moralizar a TV Traço, que já custou R$ 6 bilhões em 9 anos, e a companheirada já está berrando na imprensa

Ora, mas que graça. A TV Brasil, controlada pela EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), havia se tornado a “gaiola das loucas” da esquerda. No jornalismo político, só eram contratados profissionais alinhados com o petismo. Com alguma frequência, isso não bastava: os ditos-cujos também tinham de insultar, em suas páginas pessoais ou em veículos privados a serviço do partido, políticos de oposição, jornalistas não-alinhados com os companheiros e ministros do Supremo considerados pouco submissos.

Dava-se de barato que a EBC era um reduto do petismo e de seus aliados. E fim de conversa. Quantas vezes vocês viram esse debate chegar à grande imprensa? Nenhuma!

Pois é… A EBC está sob nova direção. Ricardo Mello foi demitido. Em seu lugar, foi contratado Laerte Rimoli, que está sendo anunciado como um aliado de Eduardo Cunha. Isso é simplesmente uma bobagem e uma mentira. Ele foi convidado no ano passado para chefiar a diretoria de Comunicação da Câmara, mas não tem vínculo especial com o deputado afastado. Na campanha eleitoral de 2014, por exemplo, integrou a equipe de comunicação do candidato tucano à Presidência, Aécio Neves. Também pertenceu à equipe do governo FHC.

Associá-lo a Cunha é um serviço de desinformação. Adiante.

Desde que assumiu, Rimoli suspendeu os respectivos programas das seguintes personalidades, todas elas alinhadas com o governo afastado e prosélitos da causa petista, lulista e dilmista: Paulo Moreira Leite, Tereza Cruvinel e Sidney Rezende, este com programa na Rádio Nacional.

Vamos lá. Estou apoiando caça às bruxas na EBC? Não! Sou contra, aí sim, é que uma estatal, paga com dinheiro público, sirva a um partido politico e a uma causa ideológica. Infelizmente, é o que se fazia por lá.

Por que a gritaria? A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) era uma convidada do programa “Espaço Público”, que era comandado por Moreira Leite. Como a atração, que não atraía ninguém, não existe mais, ela foi desconvidada. E fez o que Vanessa mais sabe fazer: falar alto para ver se consegue ter razão.

Atenção!
Não, meus caros, eu não quero que a TV Brasil seja um veículo a serviço do governo Michel Temer ou sei lá de quem. Sabem quanto essa emissora já custou aos cofres públicos em nove anos? R$ 6 bilhões. Hoje em dia, consome coisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano. Sabem quanto dá de audiência? Traço!!! Ninguém vê.

E tenho cá minhas dúvidas se alguém a veria ainda que não houvesse um só petista por lá, embora eles sejam especialmente chatos. As pessoas não têm paciência para comunicação oficial ou que desconfiam ser oficial.

Infelizmente, não creio que Temer tenha este propósito: no seu lugar, eu faria um rigoroso levantamento de quanto se consome de dinheiro, qual é a audiência que dá a TV Brasil, demonstraria que a empresa só serve para assaltar, na prática, o bolso dos brasileiros e fecharia aquele troço. O dinheiro torrado com os amiguinhos do PT seria transformado em unidades do Minha Casa Minha Vida.

Como funciona?
Só para contar como a coisa funciona. Esses jornalistas contratados a peso de ouro pela TV Pública — seu dinheiro, leitor! — não ajudavam a popularizar o governo petista na emissora porque ninguém via a TV Brasil. O busílis é outro.

Eles costumam ter outras atividades fora dali, como páginas pessoais na Internet em que defendem as causas petistas e atacam seus adversários. Entenderam? Na prática, o dinheiro público financiava esses empreendimentos.

Rimoli, que não é homem de Cunha, fez muito bem em pôr fim à farra. E Temer faria muito bem se pusesse fim é à TV Brasil.

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