segunda-feira, maio 02, 2016

Petrobras não se emenda, em dois anos gasta 370 milhões em “auditorias”

Andreza Matais e Marcelo de Moraes
O Estado de São Paulo


A Petrobrás já gastou mais do que conseguiu resgatar com delações premiadas da Lava Jato na contratação de três escritórios de advocacia e de um comitê especial para fazer um pente fino na empresa. A estatal desembolsou, até agora, R$ 370 milhões sem qualquer resultado efetivo. O valor é 61% maior do que os R$ 230 milhões que entraram nos seus cofres oriundos dos acordos de delação premiada. O atual conselho de administração, em março, considerou que os gastos continuados estão altos demais e cobrou os resultados do trabalho.

O grupo foi criado em 2014, ainda na gestão da ex-presidente Graça Foster, para auditar os contratos investigados na Lava Jato e identificar as falhas na governança que permitiram o esquema de corrupção.

COMITÊ ESPECIAL
O comitê especial é comandado por Ellen Gracie Northfleet, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal;  Andreas Pohlmann, ex-executivo da Siemens, e o diretor de Governança, Risco e Conformidade da Petrobrás, João Adalberto Elek Júnior. Os escritórios de advocacia e auditoria que fazem a auditoria externa são: Trench, Rossi e Watanabe Advogados; Gibson, Dunn & Crutcher LLP e Ernest &Young.

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