quinta-feira, maio 19, 2016

Saúde ou circo, o que será que a população prefere?

Adelson Elias Vasconcellos

Tem gente que parece viver uma realidade totalmente virtual em relação Brasil. Por exemplo. No Rio Grande do Sul onde o governo tem parcelado o pagamento de salários dos servidores e, por conta disto, deixa de pagar a parcela da dívida coma União e em consequência sofre com o bloqueio de recursos, a Assembleia Legislativa decidiu conceder mais aumentos para os servidores. Para os deputados gaúchos não interessa a terrível crise econômica que o governo enterrou o Brasil, a recessão de dois anos seguidas  e, por conseguinte, queda na arrecadação de impostos.  Os deputados se preocupam mais em jogar para a torcida, Pena que eles não metem a mão no bolso para cobrir os salários atrasados desta mesma torcida.

Outro exemplo é a reação desproporcional de representantes do meio artístico  pela incorporação do Ministério da Cultura ao Ministério da Educação. Mesmo que ao anúncio da incorporação ninguém tenha declarado que não haverá cortes dos programas em andamento, ainda assim gente como Wagner Moura, não param de falar e escrever bobagens. Em razão de sua idade, Moura deveria começar a se comportar como adulto, deixando a molecagem. 

 Será que este camarada não se d´as conta da crise que o governo que ele agora passou a defender com unhas e dentes, o da senhora Dilma, em apenas 5 anos destruiu o desenvolvimento  de 50 anos? Ou será que dois anos de recessão, para Moura, é sinal de vanguarda? Acusa a ação em relação ao Ministério da Cultura como obscurantista. Não, obscurantista e também vigarista é o governo que, durante 13 anos, roubou e deixou roubar, que destruiu a economia, a indústria, os serviços públicos mais essenciais como a saúde e segurança. Na saúde, saiba o moleque Wagner Moura, em anos de governo Dilma sumiram da rede pública cerca de 24 mil leitos hospitalares. Nada menos do que 86% dos municípios brasileiros não contam com serviço de UTI. E na segurança, basta informar para os 60 mil homicídios anuais para sabermos de sua degradação.

O resumo da ópera é que enquanto a classe política se esbalda nas tetas do Tesouro, o restante da população foi largada à apropria sorte. Dentro deste contingente inclui-se os mais de 11 milhões de desempregados. 

É constrangedor a gente aguentar a choradeira de um moleque como Wagner Moura e sua classe. Quando o governo idealiza criar meia entrada para estudantes e idosos eles reclamam que tal medida é injusta. E até considero que seja. Mas diante de uma sombra qualquer a tisnar o vertedouro de recursos públicos para seus espetáculos, o que se vê é este dramalhão todo. Seria importante que, nos intervalos de seus espetáculos, Wagner Moura e seus seguidores vigaristas intelectuais, ao menos dedicassem alguns minutos para estudarem a constituição. Pelo menos, tal estudo evitaria que falassem e escrevessem bobagens como o moleque Moura se aventurou em um artigo publicado no jornal O Globo. 

E aqui um pequeno e indispensável lembrete a Moura: quem pediu a cabeça de Dilma e petistas foram os milhões de brasileiros que foram às ruas. Quem desenhou o rito do impeachment foi o a Suprema Corte do país e quem deliberou pelo afastamento da senhora Rousseff foi o parlamento brasileiro, legal e democraticamente leieto pela maioria do povo brasileiro. Desafio ao Moura provar em que momento, neste roteiro houver o golpe que ele, levianamente, ousa acusar. Aliás, se golpista há, o personagem bufão chama-se Dilma Rousseff que, em pelo  menos duas ocasiões, tentou obstruir a Justiça e na antevéspera da votação no plenário do Senado que aprovou seu afastamento, cooptou o presidente interino da Câmara de Deputados para protagonizar uma comédia pastelão.  

É bom que o Wagner Moura saiba que Dilma foi afastada com 80% de reprovação, e com mais de 2/3 desta população aprovando e desejando o processo de impeachment. Talvez se Moura mirar-se no próprio espelho ele descubra quem está sendo obscurantista nesta história!

A classe dos “artistas”, acostumada a mamar nas tetas do Estado, independente da qualidade e sucesso de sua obra, continua a pressionar e a protestar contra o governo Temer por este ter incorporado ao Ministério da Educação, também o da Cultura. Além das razões que citamos acima para a inexistência da gritaria, até o momento não se ouviu uma única frase nem do Ministro Mendonça Filho tampouco do Presidente Temer, que, a incorporação, acabaria com programas de incentivo à cultura existentes, como por exemplo por um fim à Lei Rouanet.

Diante do gravíssimo quadro de crise econômica porque passa o país, se acontecer de um ou outro programa ser extinto, creio que o povo brasileiro vai preferir que a grana do (s) programa(s) sejam aplicados em favor da saúde do que em favor de alguma produção cinematográfica que, em tese, deveria se autossustentar com a bilheteria e não com os cofres minguados do Tesouro Nacional. Até porque, conforme explicamos acima, há muitos outras carências na área cultural do país, bem mais importante s e necessitadas de recursos. 

Definitivamente, esta gente que se quer “independente”, basta que lhe negue franquia aos cofres públicos  para chorarem qual bezerrinho desmamado!  Adoram sentar a ripa nos políticos perversos assaltantes da riqueza pública. Mas é nestas horas que eles se igualam aos que criticam.  Ao governo a quem se referem como “ilegítimo”, não se antecedeu uma única voz de protesto contra a roubalheira revelada pelo mensalão e petrolão, praticadas pelo governo anterior. Má fé e hipocrisia também se fazem representar entre artistas.   

Para encerrar, leiam estas notas do blog O Antagonista:

O trio elétrico da cultura

Daniela Mercury recusou o convite para ocupar a secretaria da Cultura.

Ainda bem.

A notícia, publicada por Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, vem na esteira de outras duas recusas ilustres: Bruna Lombardi e Marília Gabriela.

Mendonça Filho negou que tivesse convidado qualquer uma delas.

Mais uma vez: ainda bem.

O ministro, em entrevista à Rádio Estadão, disse que a pasta da Cultura, na verdade, está quebrada,

"Do orçamento de 2016, de cerca de R$ 2,6 bilhões de reais, temos R$ 1,580 bilhões de restos a pagar do exercício passado, além de mais de R$ 232 milhões de dívidas vencidas".

E acrescentou que os museus "estão com as contas de luz em atraso".

O diretor brasileiro em Cannes, por outro lado, já recebeu seu adiantamento.


Enxugamento da TV Brasil

O aparelho de propaganda petista está sendo extirpado pelo novo governo.

Dora Kramer, em sua coluna no Estadão, tratou do caso da TV Brasil:

“Com um custo anual de R$ 750 milhões, a EBC, que engloba a TV Brasil, uma rádio e uma agência de notícias, vai passar por um processo de enxugamento que pode resultar no cancelamento das transmissões em canal aberto da televisão oficial criada no segundo governo Lula (…)

A empresa transformou-se num gigante de milhares de funcionários, sem audiência nem produção de material de qualidade e/ou interesse público. Gasta muito e oferece quase nada.

A exoneração do atual presidente da empresa, Ricardo Melo, vai ensejar mudança na lei que criou a EBC (…) O entendimento é que Dilma fez a nomeação justamente para tentar manter o setor da comunicação oficial sob a área de influência do PT, como instrumento de combate ao governo por ora provisório”.


ENCERRO:

Creio que isto encerra o debate vigarista dos mamadores. Respeitar as instituições e, principalmente as leis do país, não faria mal algum aos artistas nacionais. Pararem de ridicularizar seu próprio país no exterior é uma obrigação que se impõe a qualquer filho da terra.  Para serem cidadãos respeitáveis, senhor  Wagner Moura, não é preciso nenhuma encenação.  Cultura não se restringe aos palcos, ela também engloba museus, galerias de arte, bibliotecas públicas, etc. 

Wagner Moura, faça um favor a si mesmo, já  que você gosta de usar dinheiro dos contribuintes para seus “espetáculos”:  seja bem mais brasileiro e bem menos bolivariano. 





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