quinta-feira, maio 26, 2016

Se Dilma não tivesse sido afastada, seria caso de interdição por junta médica

Carlos Newton
Tribuna da Internet


A presidente afastada Dilma Rousseff aparentemente está liderando no Palácio Alvorada o “bunker” montado pelo PT, com cinco salas novas para abrigar os 35 ex-ministros e assessores que integram a tropa de choque, encarregada de desmoralizar o governo de Michel Temer e retomar o poder no julgamento final do impeachment no Senado, daqui a alguns meses. A estratégia está bem definida para desestabilizar o presidente interino, através de um movimento interativo que já conta com apoio de diversos governos estrangeiros ligados ao PT.

Mas o problema maior é que a presidente Dilma não tem mais condições de liderar nada. Apesar da rede de proteção montada pelo PT em torno dela, que há meses não lê jornais nem revistas e também não assiste aos telejornais, por expressa recomendação médica para não se estressar, a verdade é que Dilma Rousseff já demonstra dificuldades até para se defender de maneira apropriada.

CONFUSÃO MENTAL
Para a presidente afastada, que há meses vem sendo submetido a tratamento contra esquizofrenia, está cada vez mais difícil manter um raciocínio lógico. Não consegue sequer repetir a ladainha de que é vítima de um “golpe desfechado pela conspiração das elites brasileiras, com apoio do capitalismo internacional, para extinguir os programas sociais e entregar o pré-sal às empresas multinacionais”, conforme consta da cartilha petista.

No recente encontro dos blogueiros, realizado em Belo Horizonte, a presidente se enrolou toda, diante de uma pergunta bem simples O militante petista primeiro afirma que todo mundo já sabe que está havendo um golpe etc. e tal, para então perguntar quem estaria aplicando o tal golpe. A surpreendente resposta de Dilma Rousseff foi um delírio total. Seu desequilíbrio ficou evidente.


Infelizmente, a gravação que circula no Youtube está cortada, não se pode acompanhar até o final o tumultuado raciocínio que a presidente procura desenvolver. Mas fica claro que ela realmente não está bem. E depois o Youtube segue mostrando a ardilosa “armação” de um criativo diálogo filmado no Pará entre Dilma e uma falsa pobre, que é desmascarada em seguida. Vale a pena assistir também a essas cenas.

A GRAVAÇÃO DE JUCÁ
No roteiro desse seriado “House of Cards” em versão tropical,  é claro que a justificativa do falso golpe ganhou muita força com a gravação do ministro Romero Jucá. Os petistas estão em festa, agora acham que facilmente conseguirão reverter a votação no Senado, inventam as maiores loucuras, estão até espalhando na internet que o Papa Francisco disse que houve um “golpe brando” no Brasil, vejam a que ponto chega a desfaçatez dos defensores de Dilma Rousseff.

Sonhar (ou delirar) ainda não é proibido. Mas convém ressalvar que as tentativas de intromissões internacionais, praticadas exclusivamente por governos aliados ao bolivarismo, têm efeito apenas virtual, não há reação positiva entre os senadores brasileiros, muito pelo contrário. O resultado está sendo inverso, porque os parlamentares ficam abismados com a audácia dessas iniciativas, não aceitam pressões internas, quanto mais externas.

Antes mesmo de Dilma ser afastada, a campanha já vinha sendo desenvolvida através das redes sociais e dos sites financiados pelo governo petista, com forte apoio também de jornalistas que atuam nas redações e ainda estão solidários ao partido.

“INTERDIÇÃO BRANDA”
O fato concreto e irrefutável é que, se não tivesse sido afastada do governo, com certeza a presidente acabaria tacitamente interditada para tratamento psiquiátrico, como ocorreu com o presidente Delfim Moreira em 1918.

O PT até tentou essa jogada, através da nomeação de Lula para ministro-chefe da Casa Civil. Assim, Dilma Rousseff poderia tratar da saúde, enquanto Lula governava. Mas esqueceram de combinar com o Supremo. Como se sabe, o tribunal tem oito ministros nomeados pelo PT. Eles são agradecidos, é claro, e têm ampla maioria. Mas ainda estão com a cabeça no lugar, como se dizia antigamente.

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