quarta-feira, junho 01, 2016

Desemprego no Brasil sobe a 11,2% no trimestre até abril

Exame.com
Com informações Estadão Conteúdo.


Desemprego: taxa no trimestre até abril foi de 11,2%, 
maior do que a do trimestre até março, que tinha sido de 10,9%

Rio de Janeiro - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em abril de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi o pior resultado da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, mas veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimavam uma taxa de desemprego entre 10,90% e 11,50%, com mediana de 11,10%.

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,0%. No primeiro trimestre deste ano, o resultado foi de 10,9%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.962 no trimestre até abril de 2016. O resultado representa queda de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 173,3 bilhões no trimestre até abril, queda de 4,3% ante igual período do ano anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional.

A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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Em três meses, mais 1,8 milhão pessoas ficam desempregadas

Marcelo Loureiro
O Globo

A piora do mercado de trabalho é brutal. No trimestre até abril, o número de pessoas que procuram uma ocupação e não encontram chegou a 11,4 milhões. Chama a atenção a quantidade de trabalhadores que entraram nessa situação. Na comparação com o período encerrado em janeiro, a alta foi de 18,6%, estima o IBGE. Nesses três meses, mais 1,8 milhão de brasileiros engrossaram o contingente de desempregados. A taxa, no mesmo período, subiu de 9,5% para 11,2%.   

A comparação com o resultado do ano anterior também impressiona. A quantidade de brasileiros desempregados cresceu 42,1%. São mais 3,4 milhões de trabalhadores no contingente de desocupados. Com a atividade ainda sem sinais de retomada, as perspectivas para o mercado de trabalho infelizmente não são positivas.    

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