domingo, junho 26, 2016

Fundos de pensão de estatais se transformaram em antros de corrupção

 Vicente Nunes
Correio Braziliense

Os fundos de pensão de empresas estatais deveriam zelar pelo dinheiro de seus associados, patrimônio poupado com muito esforço para garantir uma aposentadoria mais tranquila a todos. Nos últimos anos, porém, o que se tem visto é um quadro de má gestão, de enriquecimento ilícito de gestores, de aplicações mal feitas e de corrupção, colocando em risco o bem estar de milhões de trabalhadores justamente no momento em que eles mais precisarão de recursos para se sustentarem.

Não por acaso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou uma força-tarefa para apurar em detalhes os desvios nos fundos de pensão. Janot designou três procuradores que devem trabalhar em conjunto para investigar 28 casos com indícios de fraudes e má gestão na Funcef, a fundação dos empregados da Caixa Econômica Federal); na Previ (do Banco do Brasil), na Postais (dos Correio) e na Petros (da Petrobras). Os quatro fundos registraram prejuízos com fraudes de pelo menos R$ 7 bilhões. As investigações estão em fase inicial e correm sob sigilo de Justiça.

Estão na força-tarefa os procuradores da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, lotado na Procuradoria da República no Distrito Federal; Aldo de Campos Costa, da Procuradoria da República no Município de Araguaína (TO), e Paulo Gomes Ferreira Filho, da Procuradoria da República no Rio de Janeiro. Os primeiros levantamentos mostram um antro de corrupção nos fundos.

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