terça-feira, junho 14, 2016

Mais um cacique do PT cai na rede do juiz Moro – o ex-ministro Jaques Wagner

Tribuna da Internet
Isadora Perón, O Estado de São Paulo



O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou um pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro Jaques Wagner para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba. Em seu despacho, o ministro Celso de Mello, que era relator do caso, disse que atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com base na delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), Janot pediu para incluir Wagner no inquérito-mãe da Lava Jato que tramita no Supremo, o “quadrilhão”.

Não há detalhes sobre qual o teor da investigação contra Wagner, que foi ministro-chefe da Casa Civil da presidente afastada Dilma Rousseff. No pedido, porém, Janot afirma que o caso deve ser submetido a Moro “para verificar a conexão entre os fatos aqui narrados e aqueles imbricados no complexo investigativo denominado Operação Lava Jato e para adotar as providências que entender cabíveis sobre os fatos aqui expostos”.

SEM FORO PRIVILEGIADO
O envio da solicitação de abertura de inquérito para a primeira instância foi justificado pelo ministro do STF pelo fato de que o petista não tem mais direito ao chamado foro privilegiado depois de ter deixado o ministério de Dilma.

“Tendo em vista que cessou a investidura funcional do ora investigado em cargo que lhe assegurava prerrogativa de foro perante esta Corte, reconheço não mais subsistir, no caso, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para prosseguir na apreciação deste procedimento de natureza penal”, disse.

Wagner também já foi citado por outros delatores da Lava Jato. Em janeiro, o Estado mostrou que o petista trocava mensagens de texto com o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro. Ele também foi mencionado em depoimentos do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. O ex-ministro nega que tenha cometido irregularidades.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Desse jeito, a carceragem da Polícia Federal em Curitiba vai se transformar numa espécie de sucursal do Diretório do PT, mas o lugar de musa já está reservado para Cláudia Cruz, a mulher do deputado Eduardo Cunha. Eles continuam juntos, bem casados, mas serão submetidos à separação judicial por causa do foro privilegiado de Cunha, e como todos sabem, o parlamentar jamais abre mão de privilégios. (C.N.)

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