quarta-feira, junho 22, 2016

Marcelo Odebrecht sonega informações e a delação premiada está suspensa

Tribuna da Internet
Cleide Ribeiro e Renato Onofre, O Globo


Preso há um ano, Marcelo ainda tenta enganar a força-tarefa

O Ministério Público Federal informou nesta segunda-feira ao juiz Sérgio Moro que “não há acordo de colaboração com executivos da Odebrecht, tampouco acordo de leniência firmado com a empresa” e manifestou-se pelo prosseguimento de uma das ações penais a que o empresário Marcelo Odebrecht e ex-executivos do grupo respondem na Justiça Federal do Paraná. Em documento encaminhado ao juiz, os procuradores da Lava-Jato em Curitiba ressaltam que “inexiste hipótese legal para suspensão de procedimentos judiciais em curso” sob tais motivos.

A ação trata de recursos de propina pagos à diretoria de Serviços da Petrobras, que tinha como representantes no esquema Renato Duque e Pedro Barusco.

No último dia 1 de junho, Moro suspendeu por 30 dias o andamento do processo, “diante de informações de que estaria em andamento a negociação de alguma espécie de acordo de colaboração” da Odebrecht.

TERMO DE CONFIDENCIALIDADE – 
No fim de maio foi confirmada a informação de que Marcelo Odebrecht e a força-tarefa da Operação Lava-Jato haviam assinado um termo de confidencialidade, primeiro passo das negociações de um acordo de delação premiada. Depois da assinatura deste termo, os delatores começam a dar informações e apresentar documentos que possam sustentar seus depoimentos. Trata-se de uma espécie de pré-delação e antecede a assinatura do acordo de delação premiada.

No documento enviado a Moro, os procuradores não mencionam se as negociações estão em andamento. A Odebrecht não quis se manifestar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Há necessidade de tradução simultânea. A decisão do juiz Moro suspendeu o julgamento do processo, mas as investigações da força-tarefa e as negociações com Marcelo Odebrecht prosseguiram. Como ele continua ocultando informações que a força-tarefa já descobriu por outros meios, a delação não será aceita pela metade e o Ministério Público acha que o empreiteiro, já condenado a 23 anos, deve ser submetido logo a outro julgamento de uma série que está apenas começando. (C.N.)

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