domingo, junho 19, 2016

Rio alega crise financeira e decreta estado de calamidade pública

Veja online
Com informações Agência Brasil

Decisão do governador em exercício Francisco Dornelles foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira, a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos

(Reprodução/Radar/VEJA)
 Francisco Dornelles, governador do Rio em exercício

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa da alegada crise financeira do Estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira.

No texto, o governador diz que o decreto visa a garantir o cumprimento das obrigações estaduais com a realização dos Jogos Olímpicos, que terão início em agosto.

Nos primeiros oito parágrafos do decreto, são detalhados os motivos que levaram à decretação do estado de calamidade, incluindo a crise econômica que atinge o Estado, a queda na arrecadação com o ICMS e os royalties do petróleo, a dificuldade do Rio em honrar os compromissos para a realização dos Jogos, dificuldades na prestação de serviços essenciais, como nas áreas de segurança pública, saúde, educação e mobilidade.

Em um trecho é citada a proximidade do evento esportivo e a chegada das primeiras delegações à cidade como justificativa para a adoção da medida.

"Considerando que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar à cidade do Rio de Janeiro, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto do corrente ano; considerando, por fim, que os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação."

O documento diz ainda, no Artigo 1º, que o estado de calamidade pública ocorre "em razão da grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

O texto diz também que "ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016" e "as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

Temer garantiu apoio – 
Em visita ao Rio nesta semana, o presidente interino Michel Temer disse que o governo federal garantiria que todas os compromissos fossem cumpridos. A Olimpíada do Rio ocorre de 5 a 21 de agosto.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Não demorou muito para aparecer cretinos e vigaristas pedindo a saída do governador e a realização de novas eleições.

Primeiro, que não foi Dornelles quem criou este desastre e sobre ele não pesam crimes para justificar seu afastamento.

Segundo, que o Rio de Janeiro beneficiou-se durante muitos anos da parceria com o governo federal comandado pelo PT.

Terceiro, enquanto bilhões jorravam dos cofres do Tesouro abarrotados de Brasília, quem governava deitou e rolou na gastança desenfreada, contratações e aumentos privilegiados de salários de servidores em termos reais. Ou seja, achavam que o Brasil se tornara um país e desperdiçaram o quanto puderam. E o que é pior: no que a gastança beneficiou os mais pobres na área de serviços básicos? Ou, os agora críticos da situação calamitosa das finanças cariocas,  vão mentir quanto ao caos da saúde, da segurança e da educação e que vem se arrastando antes mesmo da 'queda dos preços do petróleo"? 

Fica claro que os críticos de ocasião que pedem por "novas eleições", e que foram aliados dos construtores do caos, não passam de oportunistas, demagogos baratos e ordinários, e vigaristas cheios de má fé.    



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