quarta-feira, junho 22, 2016

Uma pergunta indispensável para os órgãos de controle do Estado

Adelson Elias Vasconcellos


Temos vistos, a partir das inúmeras delações que tem sido divulgadas, que empreiteiras acumpliciadas com empresas públicas desviaram para políticos variados de partidos diversos, bilhões de reais em propina.

Claro, tudo deve ser exaustivamente investigado e, os que tiverem culpa, que cumpram suas penas na forma da lei. 

Isto é um ponto.. Outro ponto intrigante é o seguinte: onde estavam os diferentes órgãos de fiscalização do Executivo Federal, que não flagraram tanto desvio durante tão longo período de tempo? 

Caramba, as empresas públicas eram submetidas a controles rigorosos (?)  por parte da antiga Corregedoria Geral da União além do Tribunal de Contas da União. O Ministério da Fazenda conta com um  sistema de fiscalização que captura movimentação financeira acima de determinados limites. Estes três órgãos nunca tiveram a percepção de que algo nefasto, ilegal, corrupto corria solto? Como podem tantas empresas públicas irem quase à bancarrota sem que se tenha acendido nenhum sinal de alerta? 

Não são só empresas públicas que entraram em parafuso econômico e financeiro. Fundos de Pensão amargam hoje prejuízos bilionários por conta de maus gestores (toso, coincidentemente, petistas), por conta do que os beneficiários serão obrigados a aumentar suas obrigações para cobrirem os monstruosos déficits. 

Todo este espantoso quadro ruinoso, devemos acrescentar, não foi construído da noite para o dia. Foram anos a fio de má gestão, de roubalheira, de corrupção explícita sem que nossos órgãos de controle tenham descoberto o que se passava. Foi preciso uma simples investigação de lavagem de dinheiro por parte de um doleiro, em um posto de gasolina, daí o nome “Lava Jato”, para que os fios desta lama fossem sendo puxados até chegarmos ao cerne do maior escândalo de corrupção da história do país.

Sem dúvida que os nossos órgãos de controle que fiscalizam o uso do dinheiro público, seja em que instância for, precisam ser revistos com urgência, para adotarem critérios mais aperfeiçoados e que sejam capazes de descobrir, com maior celeridade, os diferentes desvios que o mau uso deste dinheiro venha  sofrer. 

Portanto, seria conveniente que neste processo de depuração por que passa o Brasil, impor uma profunda investigação do modo como estes “fiscais” do Estado deixaram passar tanta lama por debaixo de seus narizes e, fossem, tanto quanto os corruptos e corruptores, responsabilizados pela sua negligência, omissão e conivência. 

Entre nomeações e demissões
Muita gente tem criticado até com certa acidez as demissões ocorridas no governo Temer por conta da Lava-Jato. Mas é aí que reside uma das enormes diferenças entre Temer e Dilma. Enquanto ele demite, ela não só nomeava para garantir foro privilegiado, mas ainda mantinha a ferro e fogo seus ministros enrolados com corrupção.

Destacam-se neste time dilmista gente como Aloíso Mercadante, Edinho Silva, Lula da Silva, Guido Mantega, Jaques Wagner, Gleise Hoffman, Paulo Bernardo, Ideli Salvatti, José Eduardo Cardoso, Henrique Eduardo Alves e Gilberto Carvalho.

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