terça-feira, julho 12, 2016

O rastro da propina na Operação Abismo

Laryssa Borges
Veja online

(Aloisio Mauricio/Fotoarena/Folhapress)
 O ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, é levado dentro do carro
 da Polícia Federal após prestar depoimento, em São Paulo 

A enxurrada de provas reunidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público contra o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira mostram, documentalmente, o que o juiz federal Sergio Moro classifica como "rastro da propina" na Operação Abismo, a 31ª fase da Operação Lava Jato deflagrada nesta segunda-feira. 

Os investigadores consideram que apenas uma parcela do dinheiro sujo movimentado no esquema foi identificado, mas ainda assim já conseguiram mapear uma transferência de 711.000 dólares da carioca Engenharia para o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em 2012, transferências de 1.287.501 reais e de 820.000 reais da Carioca para o operador Adir Assad em 2008 e 2009, repasses de 807.537 e 1.044.943, em 2010, da Construcap para Assad, pagamentos de 10,24 milhões de reais da Schahin Engenharia também para Assad, 2,15 milhões de reais pagos pela OAS a Assad, 2,19 milhões de reais do Consórcio Novo Cenpes por meio de contratos falsos, 700.000 reais do mesmo consórcio para ser lavado pelos advogados Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, transferências de 2 milhões de reais, 200.000 reais e 700.000 reais da Construbase, Schahin Engenharia e Construcap para o ex-vereador petista Alexandre Romano e, por fim, repasses dele para pessoas indicadas por Paulo Ferreira, entre as quais uma madrinha de escola de samba e o dono de um blog favorável ao PT. 

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