sexta-feira, julho 15, 2016

Exército turco chama Erdogan de “traidor” e declara lei marcial

Da redação
Veja online
Com informações Agência EFE

A agência de notícias Reuters informa que a emissora saiu do ar após a transmissão do comunicado.

(Gokhan Tan/Getty Images)
Soldados turcos bloqueiam a Ponte Bosphorus, em Istambul, 
que separa as cidades europeias e asiáticas

O Exército da Turquia chamou nesta sexta-feira o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, de “traidor”, o acusou de ter estabelecido um “regime autoritário do medo” e declarou um toque de recolher para todo o país, além da lei marcial.

Em comunicado lido pela rede de televisão TRT, o Exército afirma que o país será governado por um chamado “Conselho de Paz em Casa” para dar “a todos os cidadãos todos os direitos e restabelecer a ordem constitucional”.


Sob Erdogan, “todas as instituições do Estado começaram a ser projetadas com propósitos ideológicos e o Estado de direito secular foi, de fato, eliminado”, acrescenta o comunicado.

O Exército turco ordenou a todas as emissoras que transmitam esta mesma declaração, segundo a qual “o poder político que perdeu sua legitimidade foi derrubado e (seus responsáveis) serão processados”.

A agência de notícias Reuters informa que a emissora saiu do ar após a transmissão do comunicado.

(Gokhan Tan/Getty Images)
Soldados turcos bloqueiam a Ponte de Bósforo, em Istambul, 
que separa as cidades europeias e asiáticas 

Grupo militar anuncia golpe de estado na Turquia

 Da redação
Veja online

"O governo eleito pelo povo continua no comando", disse o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim

(Tumay Berkin/Reuters)
Oficiais de polícia estão de guarda perto 
do quartel general militar turco em Ancara

Um grupo dentro das Forças Armadas da Turquia afirma ter tomado o controle do governo do país. Uma declaração de um grupo militar transmitida pela emissora turca NTV diz que “o poder do país foi totalmente tomado”.

“Para recuperar nossos direitos humanos, constitucionais e democráticos, estamos oficialmente assumindo o controle do país”, diz a ala das Forças Armadas responsável pela revolta, que mantém o antigo chefe do Estado-Maior como refém, segundo a agência de notícias ANSA.

(Gokhan Tan/Getty Images)
Soldados turcos bloqueiam a Ponte de Bósforo, em Istambul, 
que separa as cidades europeias e asiáticas 

Por meio de um anúncio na emissora de TV turca TRT, os militares decretaram um toque de recolher em todo o país e declararam lei marcial, que restringe a liberdade dos civis. O anúncio promete ainda uma nova constituição.

Forças de segurança foram chamadas para “fazer o que for necessário”, disse o primeiro-ministro Binali Yildirim, que denunciou um golpe militar nesta sexta-feira. “Algumas pessoas empreenderam uma ação ilegal fora da linha de comando”, disse Yildirim em comentários transmitidos pela turca NTV, acrescentando que os responsáveis serão punidos. “O governo eleito pelo povo continua no comando. Este governo só vai partir quando as pessoas quiserem isso.”

A rede CNN reportou que o presidente Recep Tayyip Erdogan está em um local “seguro”.

(Reprodução/Twitter)
Turcos sacam dinheiro de caixas eletrônicos, após grupo militar
 anunciar que assumiu o governo do país

O tráfego em importantes pontes de Istambul foi bloqueado e tanques de guerra podem ser vistos nas ruas. O aeroporto da cidade foi fechado e todos os voos, cancelados. Caças sobrevoam a capital Ancara, onde trocas de tiros foram reportadas por testemunhas.

Imagens divulgadas em redes sociais mostram longas filas em caixas eletrônicos após o anúncio do golpe.

50 crianças estão internadas após atentado em Nice

Da redação, Veja online
Com informações Agência EFE

Terrorista atropelou pessoas com uma caminhão e depois abriu fogo contra a multidão, deixando pelo menos 84 mortos

(Eric Gaillard/Reuters)
O corpo de uma criança é visto ao lado de uma boneca após um caminhão
 avançar para a multidão que comemorava o Dia da Bastilha em Nice, na França  

Pelo menos 50 crianças estão hospitalizadas em Nice, após o atentado terrorista que aconteceu na noite de quinta-feira na cidade, causando a morte de 84 pessoas, segundo os últimos dados do Ministério do Interior. Um francês de origem tunisiana dirigiu com um caminhão em direção à multidão de pessoas que assistia aos fogos de artifício, em comemoração ao feriado nacional de 14 de julho, o Dia da Bastilha.

A Prefeitura de Nice indicou que, no começo da manhã, duas crianças faleceram no Hospital Pediátrico da cidade, enquanto eram operadas. As autoridades não deram detalhes sobre quantas crianças ao todo morreram atropeladas pelo caminhão, na beira da praia. Muitas famílias, locais e estrangeiras, participavam das comemorações na Promenade des Anglais, famosa alameda da cidade.

O Ministério do Interior se limitou a informar que, além dos falecidos, 18 pessoas estão em estado crítico em hospitais, aproximadamente 50 tiveram ferimentos leves e outras 120 pessoas foram atendidas pelos serviços de urgência.

Nice é um destino de férias famoso entre os franceses e costuma estar lotada nesta época do ano, o verão europeu. No início da tarde deste sexta-feira na cidade, porém, residentes publicaram imagens nas redes sociais das praias completamente desertas e das ruas vazias, após a tragédia da noite anterior.

(Valery Hache/AFP)
Oficiais de polícia e bombeiros próximos ao local onde dezenas de pessoas
 foram mortas, após serem atropeladas, durante as comemorações do 
'Dia da Queda da Bastilha', em Nice, na França


(Valery Hache/AFP)
Policiais caminham no local do ataque com um caminhão que avançou
 contra a multidão que celebrava o Dia da Bastilha na cidade de Nice, na França


(Eric Gaillard/Reuters)

Homem fica sentado ao lado de um corpo no local do ataque durante 
as celebrações do Dia da Bastilha em Nice, na França


(Eric Gaillard/Reuters)
Corpos são vistos no chão após um caminhão avançar sobre uma multidão 
que comemorava o Dia da Queda da Bastilha, em Nice, França 


(Eric Gaillard/Reuters)
Corpos são vistos no chão após um caminhão avançar sobre uma multidão
 que comemorava o Dia da Queda da Bastilha, em Nice, França 


(Valery Hache/AFP)
Soldados e bombeiros examinam o local onde dezenas de pessoas morreram, 
após um caminhão avançar sobre uma multidão que comemorava o 
Dia da Queda da Bastilha, em Nice, França 

Ataque em Nice: O que se sabe até agora

BBC Brasil

 Image copyright AFP Image caption
Caminhão andou pelo menos 2km antes de ser parados; 
para-brisa ficou marcado por balas

Sete meses após os atentados em Paris, um novo ataque deixou pelo menos 84 mortos em Nice, na França. As vítimas - muitas delas crianças - participavam da comemoração da Queda da Bastilha, o feriado mais importante do país.

A França está em estado de emergência desde os atentados de novembro e a segurança está reforçada em todo o país. Serviços de inteligência já haviam alertado para o risco de novos ataques.

Veja o que se sabe sobre o ataque até agora:


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Pânico em Nice

 Image copyright AFP/GETTY IMAGES Image caption
Milhares de pessoas haviam se reunido para assistir aos fogos em Nice

O pânico começou pouco após às 22h30 do horário local (17h30 no Brasil), logo após milhares de pessoas assistirem à queima de fogos na orla de Nice no 14 de julho, o principal feriado na França, que celebra a Queda da Bastilha.

Havia uma atmosfera de celebração e a multidão havia assistido a uma demonstração da força aérea durante o evento.

Enquanto as famílias caminhavam pela famosa via Promenade des Anglais, um grande caminhão branco avançou em alta velocidade em direção a elas. O veículo subiu no meio-fio e depois voltou para a pista, fazendo um zigue-zague por cerca de 2km enquanto o motorista avançava contra a multidão deliberadamente. 

 Image caption 
Mapa mostra rota de caminhão usado em ataque em Nice

Centenas de pessoas foram atropeladas. Após 2km, a polícia finalmente conseguiu parar o caminhão perto do hotel de luxo Palais de la Mediterranee.

"Eu estava no Palais de la Méditerranée quando vi um caminhão em alta velocidade atropelando as pessoas. Vi com meus próprios olhos, as pessoas tentaram parar o veículo", disse uma testemunha.

O atirador abriu fogo contra a multidão, de acordo com relatos do local. A polícia atirou de volta e o motorista acabou sendo morto.

Imagens mostram o para-brisa e a parte da frente do caminhão atingido por balas. Autoridades do Ministério do Interior disseram que o atacante havia sido "neutralizado".

Até o momento, foram confirmadas 84 mortes. Segundo o presidente François Hollande, muitas crianças estão entre as vítimas.

Cerca de 50 pessoas ficaram feridas - 18 delas estão em estado grave.


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Quem estava dirigindo o caminhão?

O motorista foi identificado como um franco-tunisiano de 31 anos. Sua identidade foi encontrada dentro do veículo.

Mas a polícia ainda não confirmou os detalhes.

Os agentes encontraram armas e uma granada dentro do caminhão, mas depois disseram que elas eram falsas.

A princípio, não ficou claro se ele estava agindo sozinho. Houve rumores - que mais tarde se provaram falsos - de que havia reféns em dois hotéis próximos.

Moradores foram aconselhados a ficar dentro de casa devido à possibilidade de novos ataques.

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Como as autoridades reagiram?

Logo após o incidente, ficou claro que muitas pessoas haviam morrido, mas a escala do desastre não estava clara. Mortos e feridos foram levados ao hospital Centre Hospitalier Universitaire de Nice.


 Image copyright TWITTER Image caption
Presidência informou que presidente e primeiro-ministro
 estavam em uma reunião de emergência

Na área no entorno de Nice, o alerta anti-terrorismo foi elevado para o nível mais alto.

O presidente François Hollande estava em visita a Avignon, mas voltou para Paris, onde se uniu ao primeiro-ministro Manuel Valls em uma reunião de emergência.


Quem está por trás do ataque?

Não demorou muito para o presidente Hollande dizer que "a natureza terrorista do ataque não podia ser negada".

Os promotores anti-terrorismo em Paris iniciaram um inquérito por homicídio e tentativa de homicídio como parte de um ataque terrorista.

 Image copyright AFP Image caption
Estado de alerta em Nice está em nível mais alto

Mais cedo, a agência de inteligência da França, o DGSI, havia alertado para o risco de ataques de militantes islâmicos com "veículos com armadilhas e bombas".

O grupo autodenominado Estado Islâmico não se responsabilizou pelo ataque. Os militantes do EI atacaram a França diversas vezes desde janeiro de 2015.

Horas antes do ataque em Nice, Hollande anunciou que o estado de emergência na França chegaria ao fim no final do mês. Após o ataque, ele anunciou que ele seria prolongado por três meses.

"Temos que fazer todo o possível para lutar contra este tipo de ataque", disse o presidente. "Toda a França está sob ameaça do Estado Islâmico."

Vídeo mostra momento de ataque com caminhão em Nice

Um ataque com caminhão em alta velocidade deixou pelo menos 84 mortos em Nice, no sul da França.

O veículo avançou por 2 km sobre uma multidão em uma avenida beira-mar da cidade.

Milhares de pessoas assistiam à queima de fogos por ocasião do feriado nacional do Dia da Bastilha.

O ataque ocorreu por volta de 23h (18h de Brasília).

O autor seria um francês de origem tunisiana de 31 anos. Ele foi morto pela polícia.

A polícia disse que encontrou explosivos e granadas dentro do caminhão.

Por causa do ataque, a França estendeu o Estado de emergência por mais três meses.



(Para assistir ao vídeo, clique no link do youtube no centro da tela)

Atentado em Nice choca o mundo

Revista ISTOÉ 
Com informações Agência AFP


 AFP

Equipes de emergência socorrem vítimas, em Nice, no dia 14 de julho de 2016



Os líderes de todo o planeta começaram a reagir, na noite desta quinta-feira, ao “terrível” atentado cometido em Nice, onde um caminhão atropelou dezenas de pessoas, deixando ao menos 80 mortos, no momento em que a cidade comemorava a festa nacional francesa do 14 de julho.

Falando em “monstruosidade”, o presidente francês, François Hollande, criticou “um ataque, cujo caráter terrorista não pode ser negado”.

“É toda a França que está sob a ameaça do terrorismo islâmico”, acrescentou, em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão.

No Twitter, o premiê francês, Manuel Vall, afirmou: “A cidade de Nice atingida pelo terrorismo no dia de nossa festa nacional. Imensa dor, o país está em luto. Os franceses vão enfrentar”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou “nos termos mais duros o que parece ser um horrível ataque terrorista em Nice, que matou e feriu dezenas de civis inocentes”.

“Somos solidários à França, nosso mais antigo aliado, no momento em que ela enfrenta esse ataque”, declarou Obama em um comunicado, oferecendo a ajuda dos EUA na investigação para determinar os responsáveis por essa tragédia.


“Sabemos que o caráter da República Francesa vai durar muito tempo depois dessa devastadora e trágica perda de vida”, acrescentou Obama.

“Nesse Dia da Bastilha, somos lembrados da extraordinária resiliência e dos valores democráticos que fizeram da França uma inspiração para o mundo inteiro”, completou.

O secretário de Estado americano, John Kerry, que assistiu mais cedo ao desfile do 14 de Julho em Paris, criticou um “ataque terrível (…) contra pessoas inocentes durante um dia que celebra a liberdade, a igualdade e a fraternidade”.

A ONU condenou, por sua vez, o “covarde e bárbaro” ataque.

O presidente interino, Michel Temer, declarou que o “povo francês foi vítima da mais injustificada intolerância neste 14 de julho”.

“É abjeta e ultrajante a ação perpetrada contra inocentes que celebravam os mais elevados valores universais: a liberdade dos povos; a igualdade entre os cidadãos e a fraternidade como elemento das relações entre seres humanos”.

“Os assassinos não conseguirão seu intento. Muito ao contrário, apenas reforçarão os laços entre países livres, que buscam a igualdade de condição entre as nações do mundo. E a fraternidade continuará a guiar nossos povos. Hoje, mais do que nunca, somos todos franceses. Irmãos na dor e solidariedade a todos os mortos e feridos, suas famílias e amigos”, declarou Temer.



“O Brasil se une a todos que desejam e lutam pela paz e harmonia no mundo. Estamos juntos contra a intolerância e a barbárie”, concluiu o presidente interino.

A presidente afastada, Dilma Rousseff, declarou no Twitter que “é com pesar que o mundo assiste, mais uma vez, a um atentado na França, justamente na comemoração da Tomada da Bastilha”.

“Não podemos nos deixar amedrontar, nem nos abatermos. O povo francês saberá superar mais esta tragédia”.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, foi informada sobre esse “terrível incidente”, declarou um porta-voz de Downing Street.

“Estamos chocados e preocupados com as cenas lá. Nossos pensamentos estão com aqueles que foram afetados por esse terrível incidente que aconteceu em um dia de festa nacional”, afirmou.

“Estamos prontos para ajudar qualquer cidadão britânico e para apoiar nossos parceiros franceses”, acrescentou o gabinete.

Um porta-voz do Ministério britânico das Relações Exteriores declarou que “estamos em contato com as autoridades locais e buscando mais informações, após um aparente ataque no Dia de celebração da Bastilha, em Nice”.

“Se você estiver na área, siga as instruções das autoridades francesas”, acrescentou, em uma mensagem aos cidadãos britânicos.

Segundo o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, o país está em choque.

“Canadenses estão chocados com o ataque de hoje à noite em Nice. Nossos sentimentos estão com as vítimas, e nossa solidariedade, com o povo francês”, tuitou Trudeau.

“Estamos com os feridos e com as famílias dos inúmeros mortos”, declarou o líder da oposição canadense, Thomas Mulcair, presidente do New Democratic Party, que tem nacionalidade francesa por ser casado com uma francesa.


“Enojado com a notícia de um novo atentado sem sentido. Nesse #BastilleDay, somos todos patriotas da França. Nice, estamos com você”, escreveu Bill de Blasio no Twitter.

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, também manifestou sua solidariedade e suas condolências, denunciando “um ataque direto contra os valores universais que nossos dois países defenderam há muito tempo”.

“É um ataque não apenas contra a França, mas um ataque contra a democracia”, acrescentou em um comunicado.

O virtual candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, também reagiu.

“Mais um terrível ataque, desta vez, em Nice, França. Muitos mortos e feridos. Quando vamos aprender? Está apenas ficando pior”, afirmou.

Além disso, em virtude do atentado, o magnata nova-iorquino cancelou o evento programado para esta sexta (15), no qual anunciaria o vice de sua chapa.

“Em vista do horrível ataque em Nice, França, adiei a entrevista coletiva de amanhã em relação ao anúncio do meu vice-presidente”, postou Trump em seu Twitter.

O embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud, tuitou: “Nossas democracias estão sitiadas. Vamos nos ater aos nossos valores mais do que nunca. Liberté, Egalité, Fraternité. Vive la France, vive les Etats-Unis!”.

Já o comissário europeu de Negócios Econômicos, o francês Pierre Moscovici, postou em seu Twitter: “O horror voltou a atingir a França, no 14 de julho. Pensamentos emocionados e revoltados pelas vítimas de #Nice”.

Mais uma noite de terror na França: pelo menos 84 mortos

COMENTANDO A NOTÍCIA 


 Abaixo, vídeos sobre a noite de horror, em Nice, França.

França: atentado em Nice! 


 Atentado em Nice, França: dezenas de pessoas mortas! 




Atentado Na França - Dia da Bastilha (JN) 



 Atentado na França - Caminhão atingindo multidão (Nice) 




 Assista ao vídeo do caminhão avançando sobre as pessoas em Nice 





França estende estado de emergência após ataque com 84 mortos

BBC Brasil

Image caption
Imagens postadas nas redes sociais mostram pessoas correndo após incidente

Um caminhão atingiu a multidão que participava das celebrações do Dia da Bastilha na cidade francesa de Nice, sul do país, na quinta-feira à noite, deixando pelo menos 84 mortos. Pelo menos 18 pessoas estão em estado crítico no hospital, segundo o ministro do Interior.

O presidente francês, François Hollande, referiu-se à violência como um ato de terror. Ele disse que o país permanece "sob a ameaça de terrorismo islâmico" e prorrogou por mais três meses o estado de exceção, que vigora no país desde os ataques em Paris em novembro.

"A França foi atacada no dia de seu feriado nacional, o 14 de julho, símbolo da liberdade. Os fanáticos rejeitam os direitos humanos e por isso a França é inevitavelmente um alvo. Nada nos fará ceder na nossa vontade de lutar contra o terrorismo", afirmou.

"Vamos reforçar nossas ações na Síria e no Iraque. Vamos continuar a atacar aqueles que nos atacam."

O motorista do caminhão foi morto durante o ataque. Segundo a imprensa francesa, ele tinha 31 anos, era franco-tunisiano e era conhecido da polícia. No veículo, teriam sido encontradas armas e granadas. Investigadores querem saber agora se ele agiu sozinho.

Ataque
O ataque ocorreu durante uma queima de fogos em uma avenida costeira da cidade chamada Promenade des Anglais. O motorista teria dirigido o caminhão por dois quilômetros avançando na multidão, contou o promotor de Nice Jean-Michel Pretre à agência de notícias AFP.

 Image copyright EPA Image caption
Vítimas do ataque são atendidas e levadas para o hospital em Nice


Uma imagem no Twitter mostra cerca de dezenas de pessoas deitadas na rua, algumas já recebendo atendimentos. A prefeitura local pediu aos moradores da região que ficassem em casa.


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Caminhão ficou com marcas dos tiros disparados por policiais; 
polícia investiga se motorista agiu sozinho

Um vídeo que está sendo compartilhado nas redes sociais mostra pessoas correndo nas ruas e o pânico tomando conta da multidão logo após o ataque.


 Image copyright PA Image caption
Ataque gerou correria em um dos principais pontos turísticos de Nice


Um repórter do jornal Nice Matin estava na região e relatou que havia "muito sangue e, sem dúvidas, muitos feridos".

Outra imagem publicada no Twitter mostrava o caminhão parado no meio da avenida com algumas partes da frente amassadas, marcas de tiros, e quatro policiais observando enquanto se protegiam atrás de uma árvore.


 Image copyright AFP Image caption
Veículo atingiu as pessoas que celebravam o Dia da Bastilha em Nice


Um repórter da agência France Presse disse que o incidente ocorreu no fim da queima de fogos: "Nós vimos as pessoas sendo atingidas e pedaços de detritos voando ao redor".

Uma testemunha falou à TV francesa BFM: "Todo mundo estava gritando 'corram, corram, corram, é um ataque, corram'. Nós ouvimos alguns tiros. Achamos que eram os fogos, porque é o 14 de julho."
"O pânico se espalhou. Começamos a correr porque não queríamos ficar ali e entramos em um hotel para ficar em segurança", afirmou.


 Image copyright GETTY Image caption
Forças de segurança nacional já estão patrulhando o local do ataque em Nice


O repórter da BBC Roy Calley, que também estava na região na hora do incidente, disse que "milhares de pessoas estavam lá quando tudo aconteceu".

Outra testemunha, Colin Srivastava, disse à BBC que viu "centenas de pessoas correndo em pânico" no momento do ataque.

"Tentamos perguntar a alguns deles o que estava acontecendo e finalmente um disse: temos que sair daqui, a polícia nos disse para correr."

Solidariedade
Pelo Twitter, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy manifestou sua solidariedade às vítimas. "Emoção profunda e tristeza infinita diante do ataque a Nice. Solidariedade aos habitantes de Nice e dos Alpes-Maritimos."

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o ataque e se solidarizou com a França em comunicado divulgado na noite desta quinta.

"Em nome do povo americano, eu condeno nos mais fortes termos o que parece ser um ataque terrorista horrendo em Nice, na França, que matou e feriu dezenas de civis inocentes", disse.

"Nesse Dia da Bastilha, nos lembramos da resiliência extraordinária e valores democráticos que fazem da França uma inspiração para o mundo inteiro."

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, ofereceu todo apoio ao povo de Nice em nome "de todos os parisienses". "Nossas cidades estão unidas".


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Caminhão amassado após ter atropelado dezenas de pessoas


Comoção
Nas redes sociais, as pessoas já começaram a manifestar comoção pelo incidente. No Twitter, a hashtag "Pray For Nice" (Rezem por Nice) já domina os Trending Topics e é uma das mais compartilhadas no momento.

As pessoas também estão utilizando a hashtag "Portas Abertas Em Nice" (#portesouvertesNice) para indicar locais para onde as pessoas podem ir para ficar em segurança, assim como aconteceu no ataque a Paris em novembro do ano passado.

Outros vídeos e imagens fortes das vítimas na Promenade têm sido publicados nas redes sociais, e a Secretária de Estado Juliette Meadel já fez um apelo para que as pessoas parassem de compartilhá-los em respeito aos mortos e a seus familiares.


Image copyright EPA Image caption
Dezenas de pessoas morreram e há relatos de que 
pelo menos 100 ficaram feridas no incidente em Nice


O ataque também cancelou alguns eventos programados para acontecer nos próximos dias em Nice. Segundo a AFP, um show da Rihanna e um festival de Jazz que aconteceriam entre os dias 16 e 20 de julho em Nice foram cancelados.

Também pelo Twitter, o presidente interino, Michel Temer, manifestou solidariedade pelos franceses.
"É lamentável que no dia que eternizou a fraternidade como lema do povo francês, um atentado destrua a vida de tantos cidadãos", escreveu o peemedebista.


 Image copyright AFPImage caption
Ataque espalhou pânico nas ruas de Nice


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Caminhão avançou por 2km na multidão, segundo promotor


Temer ainda divulgou uma nota oficial sobre o incidente. "Os assassinos não conseguirão seu intento. Muito ao contrário, apenas reforçarão os laços entre países livres, que buscam a igualdade de condição entre as nações do mundo. E a fraternidade continuará a guiar nossos povos. Hoje, mais do que nunca, somos todos franceses. Irmãos na dor e solidariedade a todos os mortos e feridos, suas famílias e amigos. O Brasil se une a todos que desejam e lutam pela paz e harmonia no mundo. Estamos juntos contra a intolerância e a barbárie."

A presidente afastada Dilma Rousseff também prestou sua solidariedade pela rede social. "Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, ao presidente @FHollande e ao povo francês. Repudiamos com veemência o terrorismo".


Image copyright EPA Image caption
Chanceler alemã Angela Merkel e Ministro das Relações Exteriores da França
 prestando um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de Nice 
no início da Conferência da Europa e da Ásia na Mongólia

No Dia da Bastilha, atentado atinge em cheio orgulho francês

O Globo 
Com informações Agências Internacionais 

Antes do ataque, Hollande havia informado que não pretendia estender o prazo de estado de emergência

Reprodução/Twitter
Nas redes sociais, circulam as primeiras imagens de atropelamento em Nice

NICE - O atentado ocorrido nesta quinta-feira, em Nice, no sul da França, tem um peso muito importante, uma vez que atingiu em cheio as comemorações de 14 de julho, a Queda da Bastilha, um evento de orgulho nacional, com ideais de liberdade, igualdade e fraternidade e que atrai não só franceses como turistas. Foi um ataque muito maior que o temido pelo governo francês durante a Eurocopa.

Antes do atentado, o presidente François Hollande havia informado que não pretendia estender o prazo de estado de emergência, que estava em vigor desde novembro do ano passado quando Paris foi alvo de um atentado terrorista. A previsão anterior era de que o estado de atenção seria suspenso no dia 26 de julho.

O feriado é uma comemoração pela Revolução Francesa, um período de grandes mudanças no país. A monarquia que tinha governado o país durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A sociedade francesa passou por uma transformação quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos deixaram de existir por conta de um ataque sustentado de grupos políticos radicais, das ruas e de camponeses na região rural do país. Surgiram, então, os ideias de liberdade, igualdade e fraternidade.

Em imagens feitas durante as comemorações nesta quinta-feira, é possível ver um caminhão acelerando na direção da multidão. As pessoas ficaram em pânico e saíram correndo. O governo de Alpes-Maritimes pediu que todos voltassem para casa e permanecessem em locais fechados. Um dos ocupantes do caminhão foi morto e outro permanece foragido.


A conta oficial de Paris no Twitter postou uma mensagem de solidariedade. "Paris está com Nice. Estamos com vocês de todo o coração. Estamos unidos", diz o texto. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, também se manifestou em seu perfil: "Em nome dos parisienses, nosso mais fraternal apoio ao povo de Nice. Nossas cidades estão unidas", escreveu. Táxis que estavam na região passaram a transportar gratuitamente pessoas que tentam deixar o local, segundo o "Nice Matin".



Estão todos com medo e se escondendo, diz brasileira que estava em festa alvo de ataque em Nice

Ingrid Fagundez
BBC Brasil 


  Brasileira relata pânico em Nice após ataque

Filha de cearenses e nascida em Nice, cidade no Sul da França que sofreu um ataque na noite desta quinta-feira, Aline Lima, 18, estava na praia quando, de repente, viu todos ao redor correndo.

A estudante de Psicologia tinha acabado de assistir os fogos de artifício que faziam parte das celebrações do Dia da Bastilha quando ouviu dois estalos. De início, achou que eram bombinhas de brinquedo, mas logo percebeu que algo estava errado.

"Estava todo mundo correndo, dizendo que teve tiro. Só ouvi gritos. As pessoas estavam gritando, chorando."

Um caminhão atingiu a multidão que participava das celebrações nesta quinta-feira e deixou dezenas de mortos, segundo as autoridades locais - até a publicação deste texto, o prefeito local falava em 77 mortes.

Já em seu apartamento com os amigos que a acompanhavam na festa, Aline diz que o sentimento geral é de medo e tristeza.

Segundo ela, todos estão trancados em casa, nos restaurantes e em hotéis. Sua mãe está em um bar próximo à praia e não deve sair de lá nas próximas horas.

"Tenho amigos que estão no último andar de um hotel, para ficarem seguros. Outros estão em um restaurante, um terceiro está numa estação de trem. Está todo mundo tentando se esconder até a polícia liberar o caminho."

Ela teme não apenas futuros atentados, mas as reações xenófobas que podem crescer na cidade após o ataque.

"Depois do ataque terrorista que teve em Paris, a França inteira mudou. E não pelo lado bom. Falei de racismo e está todo mundo morrendo de medo. Nice é uma cidade muito racista e com muito medo de muita coisa. Acho que vai mudar e não vai ser bom para gente não, que somos estrangeiros."

 Image copyright ARQUIVO  PESSOAL Image caption
Filha de brasileiros e nascida em Nice, 
Aline estava perto de local do ataque

Leia o depoimento de Aline à BBC Brasil.


"Eu estava na rua. Era o 14 de julho, que é uma festa nacional aqui. Estava tendo fogos de artifício, todos estavam na rua. Eu estava voltando para casa para beber. Aí todo mundo começou a correr para o Velho-Nice, bairro onde moro, perto da praia.

Estava todo mundo correndo, dizendo que teve tiro. Corri com os meus amigos, dizendo para todo mundo vir para minha casa rápido.

Aconteceu na praia e a gente estava perto. Eu não vi, só ouvi os gritos e vi todo mundo correndo. As pessoas estavam gritando, chorando.

Eu até pensava que era brincadeira. Foi tudo tão grande, tão incrível que achei que fosse aquele fogo de artifício que a gente compra, sabe? Pensei que tinha explodido na cara de uma pessoa e ela ficou com medo. Pensava que eram aqueles foguinhos barulhentos que têm no Brasil.

Logo encontrei uma amiga que disse que viu um homem com uma metralhadora. Depois a gente foi ver na televisão e mostraram os vídeos e as fotos de mais de trinta pessoas mortas"



Image copyright REPRODUÇÃO Image caption
Caminhão teria atropelado e matado dezenas de pessoas 
em cidade francesa, segundo a imprensa local

"Ela estava bem perto (de onde aconteceu o ataque).Todo mundo estava na beira-mar vendo os fogos de artifício. Começou uns dez minutos depois que os fogos acabaram.

Eu vi essa minha amiga correndo. E não consegui pegar ela para vir à minha casa. Ela estava chorando, gritando. Só me mostrou com a mão dizendo 'eles estavam armados' e correu.

Antes de tudo isso, eu estava esperando um outro grupo de amigos perto da praia. Estávamos passeando no Velho-Nice e ouvimos dois tiros e vimos todo mundo correndo de um lado, depois do outro. A gente ficou morrendo de medo. Pensei 'para onde podemos ir? O que está acontecendo?'. Disse 'bom, tenho que voltar para minha casa'.

Comecei a telefonar para amigos meus que estavam por aqui e vieram todos para a minha casa, estão todos aqui.

Graças a Deus, por enquanto não deu problema nenhum. Estamos tentando ver se está todo mundo legal, se está todo mundo bem. Tenho que telefonar para a minha família no Brasil porque eles não estão sabendo. A gente só está na base da ligação, só pode fazer isso.

A minha mãe estava em um bar próximo e está lá trancada lá até agora. E o meu pai mora perto de Cannes, está bem longe daqui, então não tem problema nenhum. Ele me ligou chorando.

Minha mãe está trancada lá, esperando que dê uma acalmada porque não tem ninguém nas ruas. A polícia pediu para ninguém estar na rua, todo mundo fechou a porta.

Tenho amigos que estão no último andar de um hotel, para ficarem seguros, outros estão em um restaurante, um terceiro está numa estação de trem. Está todo mundo se escondendo até a polícia liberar o caminho."

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Pânico tomou conta de Nice


"Todos estão com raiva. Eu, principalmente. É a minha casa. Ver algo em Paris, na Bélgica, a gente nem consegue imaginar direito. Mas, poxa, em Nice? É onde eu moro. Está difícil. E perto de casa, perto de mim. Estou em casa, no quarto andar, mas mesmo aqui estou com medo.

Está todo mundo com medo, está todo mundo triste.

(Estou com medo) porque não é apartamento blindado. A França é um lugar muito seguro. A gente não tem essas precauções que a gente tem normalmente no Brasil. É só bater forte na porta e você entra nos apartamentos.

É muito fácil aqui, por isso a gente teme. Meus amigos já me pediram três vezes para fechar a porta com chave. A gente não é acostumado a fazer isso aqui. Mas estamos tentando manter a calma e ajudar uns aos outros.

Recebi um monte de gente que não conheço na minha casa. Tem muita gente que não mora aqui, mas estava na cidade pela festa. Um amigo meu não pode voltar para casa porque tem que pegar trem e não tem mais.

E a nossa cidade tem muito racismo. Vamos dizer que é ataque terrorista, aí vai ficar com mais medo ainda, mais raiva ainda, mais racismo. Acho isso muito triste.

Depois do ataque terrorista que teve em Paris, a França inteira mudou. E não pelo lado bom.

Nice é uma cidade muito racista e com muito medo de muita coisa. Acho que vai mudar e não vai ser bom para gente não, que somos estrangeiros.

Mesmo nascida aqui acho que vou ter problemas. Mas vamos tentar ficar juntos. Vamos ver quem é que fez isso.

Se a vida vai mudar? Já mudou. Já mudou faz muito tempo."






Após ataque, Hollande prolonga estado de emergência por três meses

O Globo 
Com informações Agências Internacionais 

Presidente francês diz que a França será mais forte do que fanáticos

FRANCOIS MORI / AFP
François Hollande reage a atentado de Nice em pronunciamento televisionado 

PARIS — O presidente francês, François Hollande, chamou de "um horrível atentado terrorista" o ataque de um caminhão que matou pelo menos 80 pessoas em Nice nesta quinta-feira. Em uma declaração à imprensa, ele disse que toda a França está sob a ameaça terrorista islâmica. O estado de emergência — cuja suspensão para o fim do mês havia sido anunciada horas atrás — será, na verdade, prolongado por três meses. Nenhum grupo terrorista reivindicou o ataque que choca o país e líderes internacionais.

No discurso, Hollande ressaltou o simbolismo do ataque no dia 14 de julho, em que se comemora o Dia da Bastilha, um símbolo da liberdade para os franceses. Ele enviou solidariedade às vítimas do atentado, confirmando que há diversas crianças e pessoas gravemente feridas. O presidente voltou às pressas a Paris quando soube da notícia do ataque.

— A França como um todo está sob a ameaça do terrorismo — disse. — Temos que demonstrar a vigilância absoluta e aumentar nosso nível de proteção. A natureza terrorista do ataque não pode ser negada. Nós vamos continuar a enfrentar aqueles que nos ameaçam.

O presidente ainda disse que a França será mais forte do que os fanáticos, que claramente mantêm o país como alvo.

As causas do ataque não foram definidas ainda, mas testemunhas afirmam que o motorista sabia o que estava fazendo. Ele teria acelerado propositadamente sobre a multidão e, em seguida, começado a atirar, segundo uma das testemunhas.

O Ministério do Interior confirmou que o motorista do caminhão foi neutralizado no local. Agora, investigadores tentam descobrir se ele agiu sozinho ou não e procuram potenciais cúmplices. Até o momento, ninguém foi detido. Segundo a imprensa, várias armas, fuzis e granadas foram encontradas no interior do caminhão. Uma fonte disse ao jornal que estes são indícios de um ato terrorista premeditado.

O ataque atingiu uma multidão que se reuniu para participar da festa nacional da Queda da Bastilha e ver a queima de fogos no Passeio dos Ingleses, um local muito procurado por turistas, às margens do Mar Mediterrâneo.

Os atentados nos últimos quatro anos na França


Sete mortos em 2012
Em março de 2012, Mohammed Merah matou três militares e quatro judeus na região de Toulouse, antes de ser morto pela polícia. Ele também é suspeito de influenciar o jihadista francês Fabien Clain, cuja voz foi identificada na mensagem de reivindicação dos atentados de Paris, ano passado.

Foto: PASCAL PAVANI / AFP
Membros da RAID, a tropa de elite da polícia francesa, deixam a região 
onde vivia o militante islâmico Mohamed Merah, morto em confronto após um cerco de 32 horas 


11 mortos no Charlie Hebdo
No dia 7 de janeiro de 2015, 11 funcionários do Charlie Hebdo, em Paris, foram mortos, na sede do jornal. Entre as vítimas, estavam o diretor da publicação, cartunistas e policiais.

Foto: REUTERS TV / REUTERS
Pelo menos tres terroristas participaram do ataque 
à revista 'Charlie Hebdo', em Paris 


130 mortos em novembro de 2015
No maior atentado da história da França, 130 pessoas foram mortas em ataques coordenados em Paris, no dia 13 de novembro do ano passado.

Foto: FRANCK FIFE / AFP 
Especialistas forenses periciam local de um dos atentados em Saint-Denis,
 próximo ao Stade France, onde ocorreram duas explosões 

Terrorista era francês de origem tunisiana, diz imprensa local

Da Redação
Veja online

O terrorista, de 31 anos, seria morador de Nice

(Eric Gaillard/Reuters)
Corpos são vistos no chão após um caminhão avançar sobre uma multidão
 que comemorava o Dia da Queda da Bastilha, em Nice, França 

O terrorista que dirigiu um caminhão contra uma multidão em Nice, na França, seria um francês de origem tunisiana de 31 anos, de acordo com a emissora francesa BFM TV e o jornal local Nice-Matin.

A BFM TV cita uma fonte anônima na polícia local ao informar que uma carteira de identidade foi encontrada dentro do caminhão. Segundo a imprensa local, o motorista, morto pelos policiais no local do ataque, era morador de Nice.´




Por volta das 22h30 (17h30 pelo horário de Brasília) desta quinta-feira, um caminhão avançou brutalmente contra uma multidão durante as comemorações do feriado nacional de 14 de julho, deixando ao menos 80 mortos.

Segundo as autoridades locais, havia armas, granadas e explosivos no interior do caminhão.