terça-feira, junho 13, 2017

Inflação de 0,31% em maio é a mais baixa para mês em uma década

João Pedro Caleiro
Exame.com

O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,60%, também a mais baixa desde maio de 2007, quando estava em 3,18%

(Paulo Fridman/Bloomberg)
Feirante e consumidores no Mercado Municipal em São Paulo 

São Paulo – A inflação no Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,14% em abril para 0,31% em maio.

Apesar da alta em relação ao mês anterior, foi a taxa mais baixa para um mês de maio desde 2007.

O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,60%, também a mais baixa desde maio de 2007, quando estava em 3,18%.

Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação está abaixo da meta do governo que é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para baixo (2,5%) ou para cima (6,5%).

Grupos
Na Habitação, a virada de -1,09% em abril para 2,14% em maio veio pelo item energia elétrica, que havia sofrido corte em abril como compensação por uma cobrança indevida anterior relacionada a Angra III.

O fim desse desconto em maio elevou as contas de luz em 8,98% e impactou o IPCA diretamente para cima com 0,29 ponto percentual.

Isso significa que quase toda a alta de maio pode ser atribuída a esse grupo, anulando todos os outros movimentos positivos e negativos.

Uma força para baixo foi o grupo Alimentação e Bebidas, de longe o com maior peso no índice (cerca de um quarto).

O grupo foi de 0,58% em abril para -0,35% em maio puxado por quedas em itens como frutas, que caíram -6,55% e tiveram sozinhas um impacto negativo de 0,07 ponto percentual na taxa mensal.

Outros itens como arroz (-1,98%) e frango inteiro (-1,32%) não caíram tanto mas têm grande importância no cardápio do brasileiro.

O grupo Transportes teve a maior queda de preços em maio: -0,42%. As passagens aéreas caíram 11,81% e tiveram, sozinhas, impacto negativo de 0,05 ponto percentual na taxa do mês.

Também ficaram mais baratos em maio itens como o automóvel novo (-0,85%) e o etanol (-2,17%).

Já entre as altas estão grupos como Vestuário (de 0,48% para 0,98%) e Educação (0,03% para 0,08%).

As Despesas Pessoais foram de 0,09% em abril para 0,23% em maio com a ajuda dos remédios, que têm peso de 3,48% no orçamento das famílias e ficaram, 3,92% mais caros.


Grupo
Variação abril,
em %
Variação maio,
em %
Índice Geral
0,14
0,31
Alimentação e Bebidas
0,58
-0,35
Habitação
1,09
2,14
Artigos de Residência
-0,28
-0,23
Vestuário
0,48
0,98
Transportes
-0,06
-0,42
Saúde e cuidados pessoais
1,00
0,62
Despesas pessoais
0,09
0,23
Educação
0,03
0,08
Comunicação
0,55
0,09


Grupo
Impacto abril,
em p.p.
Impacto maio,
em p.p.
Índice Geral
0,14
0,31
Alimentação e Bebidas
0,15
-0,09
Habitação
-0,17
0,32
Artigos de Residência
-0,01
-0,01
Vestuário
0,03
0,06
Transportes
-0,01
-0,07
Saúde e cuidados pessoais
0,12
0,07
Despesas pessoais
0,01
0,03
Educação
0,00
0,00
Comunicação
0,02
0,00

Nenhum comentário: