quinta-feira, junho 01, 2017

J&F busca bancos para vender Alpargatas, Eldorado e Vigor

Exame.com
Com informações  Estadão Conteúdo

A expectativa é de que a companhia possa centrar forças na operação da JBS, que deve passar por forte turbulência

(Germano Lüders/EXAME.com)
Alpargatas: a situação financeira no grupo tende a ficar apertada

São Paulo – O grupo J&F está em busca de instituições para vender as empresas Alpargatas, Eldorado e Vigor.

A expectativa é de que, com isso, a companhia possa centrar forças na operação da JBS que deve passar por forte turbulência com os acordos de delação, já fechado, e o de leniência que está em negociação com o Ministério Público Federal (MPF).

Por volta das 13 horas, as ações da JBS, dona da marca Friboi, avançavam 10,15%, na máxima. Operadores dizem que a recuperação se dá por conta das perdas históricas vistas com a repercussão do acordo de delação premiada feito pelos executivos do grupo.

A avaliação é de que a operação da dona das marcas Friboi e Seara é sólida e que pode resistir à turbulência gerada pelas revelações de corrupção.

A situação financeira no grupo tende a ficar apertada, na medida em que os bancos tiverem que renovar as linhas de crédito para a empresa ou até mesmo com o acordo a ser firmado com o MPF.

Segundo fontes, a empresa está otimista de que o acordo seja fechado em cerca de R$ 6 bilhões ou R$ 7 bilhões, mas os procuradores estão bastante rígidos em função da péssima imagem que está sendo transmitida ao mercado com o acordo firmado com os irmãos Batista, em que eles saíram imunes dos crimes que admitiram ter cometido. A oferta original do MPF era um acordo de R$ 11 bilhões a ser pago em dez anos.

Interessados
Segundo analistas, a tendência é que a Fibria seja a primeira interessada na Eldorado, até pela sinergia que uma aquisição como esta traria à empresa e o poder de mercado mundial que a companhia ganharia. Mas a Fibria vai querer comprar por um preço baixo, segundo fontes.

Já a Alpargatas teria o potencial de atrair os concorrentes que foram deixados para trás na disputa em 2015. A J&F pagou R$ 2,7 bilhões pela empresa, com dinheiro emprestado da Caixa.

A Vigor teria a empresa PepsiCo interessada. Qualquer conversa, no entanto, estaria condicionada ao fechamento do acordo de leniência.

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