quinta-feira, junho 01, 2017

Nem meio cheio, nem meio vazio.

Adelson Elias Vasconcellos

 É claro que a equipe econômica comandada por Henrique Meirelles tem muito a comemorar. O crescimento do PIB em 1% no primeiro trimestre de 2017, põe fim a quedas consecutivas ao longo de 2 anos e meio. É um sinal forte sim, apesar de diversos analistas pedirem cautela para afirmar-se que a recessão, finalmente, foi afastada do cenário brasileiro.

Porém, a mudança de sinal não representa apenas um luz positiva para uma provável retomada. Num período de 12 meses, reparem, o câmbio tem se mantido num certo ponto de equilíbrio, as contas públicas, apesar do alto déficit que precisa ser debelado logo, caminham para uma racionalidade fiscal responsável que há muito tempo não se percebia, dada a farra injustificável  praticada e acumulada durante uma década de governos petistas. E a inflação, dos dois dígitos marca Dilma, nestes 12 meses de governo Temer já estão abaixo do centro da meta. As exportações vão batendo recordes sucessivos o que auxilia para o desejado equilíbrio das contas correntes, até ontem negativas. Percebe-se, também, que os investimentos, ainda que timidamente, vão voltando lentamente.  

Claro que o caminho para uma recuperação total tem e terá um longo percurso a seguir. Aliás, com a medíocre ainda na Presidência previmos isto aqui. Dentre os analistas cautelosos a que nos referimos lá em cima, alguns dizem ser necessário reduzir o alto desemprego. Ocorre que uma economia não entra em parafuso como a brasileira entrou, apenas por um único fator e tampouco é construída a desgraça da noite para o dia. É preciso um tremendo esforço de incompetências, más escolhas e decisões ruins ao longo  de alguns anos. Muito embora as raízes do mal tivessem surgido ainda no segundo mandato de Lula, foram os cinco anos de Dilma os maiores responsáveis pelo desastre. E, mesmo assim, foi o emprego o último indicador a ser atingido. Portanto, em sentido contrário, será o emprego o último degrau a ser alcançado numa retomada, uma vez que depende de inúmeras ações positivas e medidas na dosagem certa para que retomemos os mesmos níveis  de quase pleno emprego. Mas não há  como não concluir que os passos iniciais e indispensáveis estão sendo dados.

Assim, a simples quebra da sequencia negativa  do PIB já representa ser possível deixar a recessão para trás. Olhar para frente com mais confiança  e esperança de que o Brasil pode sonhar ser possível crescer com dinamismo e de forma sustentável e virtuosa. 

Evidente que a crise política atrapalha, afugenta investidores e serve de freio de arrumação.  Contudo é preciso levar adiante as reformas, pois se tratam de medidas de estado, não de governo.  Além disso, o país precisa abandonar a prática perniciosa de, diante de uma crise política, sair por aí mudando leis em busca da varinha mágica que reverta expectativas e solucione tudo. Normalmente, as esquerdas e seus satélites que , basicamente,  não passam de uma cambada de bandidos, interessada mais pelo chegada ao poder do que pela governança do país, se ocupam em criar um clima de quanto pior melhor. Basta ver as práticas delinquentes de seus  meliantes em  seus “protestos de terror”. 

Portanto, quando Dilma, A Medíocre, foi deposta, o copo estava completamente vazio, bastando  ver o abismo em que o país foi mergulhado. E  se agora, o mesmo copo está meio cheio, é sinal de que o Brasil, mesmo com a Lava Jato cortando cabeças de políticos e empresários, corrigiu sua  rota. 

Cautela sim, mas, por favor,  mesmo sob o risco da guilhotina, o governo Temer construiu algo de bom que, queira ou não, deve permanecer  e ter  continuidade com a aprovação das reformas. Sem ela, senhores e senhoras, permaneceremos na mediocridade em que os governos petistas jogaram o País.

E, mesmo que Temer venha cair, ou por iniciativa própria ou pelas mãos da Justiça, precisamos ter um compromisso inafastável de levar adiante as reformas sob o crivo do Congresso.  Nossos parlamentares são representantes legítimos do povo e, mesmo que não cumpram seu desiderato como é seu dever e para tanto são muito bem pagos, até bem mais do que mereciam, devem ao menos preparar o caminho para a construção de um futuro melhor. 

E é com isso que contamos todos nós, inclusive os analistas do meio copo vazio. 

Previsões. Previsões ou chutometria?

Do site Gibaum: 

“A crise no setor político também vem agitando o setor de vidência. O famoso Carlinhos Vidente, o mesmo que previu a queda de um avião com um time de futebol, que no caso foi do Chapecoense, e a goleada da Alemanha em cima do Brasil, têm algumas previsões para o futuro do Brasil. Ele disse que Michel Temer, irá renunciar num curto prazo e com eleições diretas o senador Álvaro Dias (PV-PR) será eleito o novo presidente, em uma disputa acirrada com Ciro Gomes (PDT-CE).”

Dá para levar fé? A conferir.

É muita cara de pau ou falta de vergonha

No artigo do Carlos Brickmann publicado nesta edição, Palavrões ao vento, ele cita uma série de frases proferidas por algumas autoridades. O prêmio de maior cara de pau, certamente, vai para Lula ao dizer: “O PT pode ensinar a combater a corrupção”.  

Desvario total do ex-presidente. Conseguiu atingir o ápice da desfaçatez!!!

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