sexta-feira, julho 14, 2017

Ministério oferece saída para briga bilionária no setor de energia elétrica

Mercado Aberto
Folha de São Paulo

Danilo Verpa - 11.nov.2009/Folhapress
A associação de grandes consumidores questiona 
uma indenização de R$ 62 bilhões às transmissoras
Propostas dentro do marco regulatório do setor elétrico, que está em fase de consulta pública, podem ajudar a terminar com uma ação bilionária que corre na Justiça entre grandes consumidores e transmissores de energia.

A Abrace (associação de grandes consumidores) ajuizou uma ação em que questiona os termos do pagamento de uma indenização de R$ 62 bilhões às transmissoras, referentes a ativos construídos antes do ano 2000.

O Ministério de Minas e Energia tenta mediar acordo extrajudicial entre as partes.

A iniciativa quase não foi para a frente porque a Abrace considerou que as transmissoras não aceitaram abater valores, mas só prolongar prazos de pagamento.

No texto do marco regulatório, há a possibilidade de que seja usado um outro recurso para ajudar a quitar a conta da indenização às transmissoras: o RGR (Reserva Global de Reversão), fundo instituído há 50 anos.

Com recursos de geradoras e distribuidoras, ele é usado para compensar empresas cuja concessão terminou.

Se R$ 5 bilhões do fundo forem destinados às indenizações, a Abrace fará o acordo, extrajudicial, diz Edvaldo Santana, presidente da entidade.

"O RGR, por ano, arrecada cerca de R$ 1,2 bilhão. Se for esse o valor a ser abatido do total das indenizações, não iremos desistir da ação."

O acordo que o governo tenta mediar é observado pela Firjan, diz o presidente do conselho de energia elétrica da federação, Sergio Malta.

"Estamos no processo de preparar uma ação nossa e vamos aguardar a negociação da Abrace para decidir se prosseguiremos com ela."


Armazém ocupado

A GLP (Global Logistic Properties), de galpões logísticos, planeja investir US$ 50 milhões (R$ 161 milhões, na cotação atual) em novos empreendimentos no Brasil, até março de 2018.

A previsão é entregar 95 mil m², nível semelhante ao de 2016. Os investimentos, porém, poderão crescer, a depender da reação da economia, avalia Mauro Dias, presidente da GLP no país.

Em 2014, a empresa chegou a entregar 300 mil m².

"Nos anos de recessão, houve uma entrega elevada de novas áreas, o que ampliou a vacância no mercado."

A busca de empresas por galpões mais modernos, que reduzem custos logísticos, porém, tem movimentado o setor, segundo ele.

No ano passado, a vacância da GLP foi de 11% -a taxa do mercado total, no segundo trimestre de 2017, foi de 30,3%, segundo a consultoria Newmark Grubb.

As empresas farmacêuticas, de autopeças e operadores logísticos são as que mais mantiveram seus investimentos, afirma Dias.

R$ 588 milhões - foi a receita da GLP no Brasil, no último ano fiscal (de abril de 2016 a março de 2017)

R$ 22,90 - por m² era o aluguel no 1º tri; 5% mais que em 2016

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