quarta-feira, abril 11, 2018

MST e CUT planejam levar 40 ônibus para vigília perto da PF. Trabalhar nem pensar, né?

Vinicius Sgarbe, 
Especial para O Globo

Movimentos afirmam que acampamento recebeu 2 mil pessoas durante o domingo

Vinicius Sgarbe/AGÊNCIA O GLOBO
Acampados: manifestantes não puderam ficar na porta da PF
 porque o perímetro ao redor da superintendência está fechado 

CURITIBA — Assim que o ex-presidente Lula se entregou para a Polícia Federal, em São Paulo, no início da noite deste sábado, militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Sem-Terra (MST) começaram a montar um acampamento a uma quadra de distância da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o petista começou a cumprir pena pela condenação no caso do tríplex do Guarujá.

MST e CUT calculam que ao menos 40 ônibus com manifestantes devem chegar ao local durante o domingo. O movimento pretende, ainda, fazer mobilizações em todo o país na quarta-feira para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar uma liminar que impede a prisão após condenação em segunda instância e pode beneficiar Lula.

Até as 18h domingo, chegaram 20 ônibus com militantes, vindos do interior do Paraná e de São Paulo. Segundo a Frente Brasil Popular, o acampamento recebeu cerca de 2 mil pessoas — nem todas passariam a noite no local. Os manifestantes não puderam ficar na porta do prédio policial onde está Lula porque o perímetro em volta da superintendência foi fechado. Na noite de sábado, quando o ex-presidente chegou a Curitiba, houve confrontos entre manifestantes e policiais que deixaram nove pessoas feridas.

— Haverá manifestações todos os dias até quarta-feira, quando pretendemos fazer uma grande jornada de paralisação para pressionar o Judiciário para que conceda liberdade ao Lula — disse Roberto Baggio, coordenador do MST e da Frente Brasil Popular no Paraná. - Aqui, vigília permanente até quarta-feira, com a expectativa de que o Supremo dê a liberdade ao presidente Lula.

Ao contrário da animosidade de sábado, quando jornalistas foram atacados com xingamentos e ovos, o clima é de tranquilidade no acampamento do MST e da CUT. Os manifestantes elegeram porta-vozes que serão responsáveis pelo contato com a imprensa. A organização do grupo se assemelha a de acampamentos de sem-teto do interior do país. Os militantes se dividem no cumprimento de tarefas. Entre 6h e 7h, por exemplo, houve distribuição de café e pães para os acampados - o convite foi estendido a jornalistas. Às 10h30, já se começava a preparar o almoço, que teria macarronada. Outro grupo ficou responsável pela “animação mística”, com músicas e preces.

Uma das presentes no ato, a presidente da CUT do Paraná, Regina Cruz, diz que está sem dormir desde as 8h de sábado e que pode ficar acordada por mais dois dias. Mesmo quem dormir, teve pouco conforto. Nina e Vinícius, que vieram de Joinville (SC), passaram a noite deitados em uma lona, sem coberta, com termômetros marcando perto de 15 graus. Pela manhã, ganharam um cobertor.

— A gente veio de Joinville pela democracia, que foi ferida nos últimos dias. Chegamos no fim da noite, conseguimos uma cobertinha que a galera compartilhou — disse Nina.

O professor de filosofia e membro do Conselho Estadual de Educação do Paraná Avanir Masty veio de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, acompanhado da esposa, também professora, e a filha adolescente:

— O Brasil avançou muito nos últimos anos, quando estabeleceu um piso salarial para professores. Essa luta começou em 1840. Foi Lula quem garantiu um valor valor mínimo de salário e um reajuste anual. Além das bandeiras do pré-sal, que têm a ver com professores e estudantes em escolas de período integral. E o pré-sal sofre ataques violentos.

Cordão de isolamento

Um cordão de isolamento feito por policiais militares impede a chegada de manifestantes ao prédio da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a noite de ontem. O objetivo é evitar novos confrontos entre apoiadores do petista e agentes da Polícia Federal. Nove pessoas ficaram feridas durante confronto que ocorreu na noite de sábado, quando apoiadores do petista tentaram entrar no prédio e agentes da PF reagiram com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha. Entre os feridos há um policial militar.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:


Seria interessante que alguém se dispusesse em investigar quem financia esta movimentação toda, com aluguel de ônibus, alimentação da tropa, etc. Que esta gente,  que parece não precisar trabalhar se desloque às próprias custas, vá lá. Porém, seria criminoso o emprego de dinheiro público para bancar esta farra toda.  


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