Educação


'Imposição do Brasil' ou língua do futuro? Acordo ortográfico divide Portugal

Mamede Filho 
BBC Brasil

 Image copyright Image caption
 (Foto: Ivo Miguel Barroso/Acervo pessoal)
Manifestantes protestam contra o Acordo Ortográfico em Lisboa 

Portugal não se entende sobre o Acordo Ortográfico. Criado com o objetivo de aproximar as diferentes variantes do idioma, o instrumento é encarado por parte dos portugueses como uma imposição da versão brasileira da língua e uma ameaça real a um dos símbolos de maior orgulho do país europeu.

Diversas razões são apontadas para justificar essa sensação de domínio brasileiro sobre a nova ortografia. Entre as principais, está a retirada das consoantes mudas da escrita lusa, alterando a grafia de palavras como "óptimo" e "acto" para a maneira adotada no Brasil.




Três canais do YouTube que ajudam a estudar na reta final para o Enem


Da redação
Veja online

Há vários links relacionados a vídeos com revisões de disciplinas e estratégias para obter bons resultados nas provas. Confira os mais acessados

(iStockphoto/Getty Images)
 Vídeos do YouTube ajudam a revisar ou 
complementar os conteúdos para o Enem 

Faltando dez dias para o Enem, aulas em vídeo na internet são uma opção para ajudar nos estudos, com revisões das matérias ou informações complementares para as disciplinas. No YouTube, há vários links estão relacionados a professores e ex-alunos de cursinhos especializados em revisões de disciplinas e nas estratégias para obter bons resultados nas provas.




Loja promove campanha usando cartazes com erros de Português


Guilherme Dearo 
EXAME.com 

Reprodução 
Comercial da Multisom: homenagem aos professores

São Paulo - A marca Multisom pensou numa maneira criativa de homenagear os professores no Dia do Professor, 15 de outubro.

Pela loja, a marca espalhou somente cartazes com erros grosseiros.

Os cartazes trouxeram palavras como "tevelizão", "pleisteixon" e "tabrete" - televisão, Playstation e tablet.



'Brasil tem boas práticas na educação, mas tem de compartilhá-las pelo país'


Paula Adamo Idoeta
BBC Brasil 

Image copyright Pedro Ribas ANPr Image caption 
Para consultor, Brasil pode se beneficiar da colaboração 
entre as redes de ensino, disseminando boas práticas

Em tempos de crise econômica e austeridade, é ainda mais importante para o Brasil criar um ambiente em que a educação avance e que boas práticas existentes possam ser compartilhadas, diz o especialista britânico David Albury, que participa de projetos educacionais em diferentes partes do país.

Albury é professor visitante de Estudos de Inovação no King's College, em Londres, diretor da Global Education Leaders' Partnership (comunidade de líderes e consultores em educação) e presta consultoria a redes de ensino em 13 países.





Uma regra simples para saber usar a crase

Editado por Claudia Gasparini (*)
EXAME.com

Thinkstock/OcusFocus 


Na última semana, separei algumas manchetes para que, hoje, pudesse comentar sobre o uso do acento grave. Analisemos:




Como Portugal comprou o Nordeste dos holandeses por R$ 3 bi

Luís Guilherme Barrucho
BBC Brasil 

 Image copyright Wikipedia Image caption
Quadro do pintor brasileiro Victor Meirelles de Lima retrata
 Batalha dos Guararapes (1648/1649), que encerrou período
 do domínio holandês no Brasil

Mesmo depois de terem sido derrotados, os holandeses receberam dos portugueses o equivalente a R$ 3 bilhões em valores atuais para devolver o Nordeste ao controle lusitano no século 17.

O pagamento ─ que envolveu dinheiro, cessões territoriais na Índia e o controle sobre o comércio do chamado Sal de Setúbal – correspondeu à época a 63 toneladas de ouro, como conta Evaldo Cabral de Mello, historiador e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), no livro O negócio do Brasil, que está sendo relançado em uma nova edição ilustrada pela Editora Capivara, de Pedro Correia do Lago, ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional. A edição original foi lançada em 1998.





Os 50 erros de português mais comuns no mundo do trabalho


Claudia Gasparini
EXAME.com

Thinkstock/Ryan McVay
 Borracha: deficiência na educação de base do brasileiro leva
à recorrência de erros de português no mundo do trabalho

São Paulo - Certas competências são obrigatórias para profissionais de qualquer área. O domínio do português é uma delas.

Ainda assim, infrações à norma culta da língua são uma constante no mundo corporativo - e em qualquer nível hierárquico.

A alta frequência de erros reflete problemas na educação de base do brasileiro, segundo Rosângela Cremaschi, professora de comunicação escrita na Faap e consultora na RC7.

"No nosso país, geralmente não é preciso estudar muito para passar de ano", explica. "Por isso, a maioria não se aprofunda no próprio idioma e ingressa no mercado de trabalho com muitas dúvidas sobre o assunto".





EUA dão bolsa para brasileiros ensinarem português no país


Exame.com
Do Site  Estudar Fora

Thinkstock/Stocktrek Images 
Estados Unidos:
 inscrições para bolsas de estudo vão até o dia 20 de outubro

A Comissão Fulbright Brasil está com inscrições abertas para o programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA), que dá bolsas de estudo para professores brasileiros ensinarem português nos Estados Unidos.

As inscrições vão até o dia 20 de outubro e devem ser feitas pelo site da Fulbright Brasil.






Como destino trágico de um capitão português selou futuro de região mais nobre do Rio de Janeiro


Fernanda da Escóssia
BBC Brasil

 Image copyright Nicola Facchinetti 
Acervo Museu Imperial Casa Geyer Image caption
Lagoa Rodrigo de Freitas antes da urbanização;
 à frente, na direita, o Morro Dois Irmãos

Os anos 1710 não foram fáceis para o capitão Rodrigo de Freitas. Em 1711, com a segunda invasão francesa ao Rio de Janeiro, os homens de posses foram chamados pela Coroa portuguesa a ajudar a pagar o resgate exigido pelos invasores para que a cidade não fosse bombardeada. Em 1717, morreu sua mulher, Petronilha Fagundes.

Falido e viúvo, Rodrigo de Freitas decidiu deixar o Rio e voltar a Portugal, sua terra, com o único filho e herdeiro, João de Freitas e Castro. A viuvez ajudou a selar o destino do capitão português e da imensidão de terras do engenho que ele possuía na zona sul do Rio, incluindo a lagoa que herdou seu nome, hoje um cartão postal do Rio.

Das terras do capitão também saíram os bairros de Ipanema, Jardim Botânico, Horto, Gávea, Leblon, Lagoa, Copacabana e Fonte da Saudade. A história deles é contada no livro A Fazenda Nacional da Lagoa Rodrigo de Freitas, dos historiadores Carlos Eduardo Barata e Claudia Braga Gaspar (Editora Cassará).



**********



O desafio da educação

Exame.com
Luiz de França, da VOCÊ S/A 

São Paulo - O medo de um apagão de profissionais provocado pelos gargalos da educação, que não consegue formar mão de obra qualificada na quantidade que o mercado demanda, preocupa 63% dos presidentes de empresa no Brasil. Uma pesquisa realizada pela consultoria PricewaterhouseCoopers com 1 150 executivos de grandes corporações no mundo (70 deles brasileiros) mostra que essa inquietação supera outras ameaças ao desenvolvimento, como os custos de energia, as mudanças climáticas e até mesmo a escassez de recursos naturais.

Em ano de eleição presidencial, essa deveria ser a bandeira dos candidatos, mas até o fechamento desta edição os três primeiros colocados na corrida presidencial ainda não tinham apresentado um plano de governo que contemple o assunto. Não por acaso, os brasileiros são os mais céticos em relação à capacidade do governo de resolver o problema. Enquanto na China, 52% dos CEOs acreditam que o governo está combatendo o mal da falta de mão de obra qualificada, na Holanda essa confiança no governo é de 37%, na Índia é de 33% e no Brasil é de apenas 10%. 




O futuro é a educação

Paulo Guedes, de EXAME

O Brasil não vai passar para a primeira divisão da economia mundial sem virar de cabeça para baixo seu sistema educacional. Esta provocativa afirmação sintetiza o excelente seminário sobre educação promovido pela edição especial de BRASIL EM EXAME. Antes mesmo que as ondas de progresso material deflagradas pelo capitalismo industrial atinjam a maior parte da população brasileira, uma nova ameaça pode condenar novamente à exclusão milhões de indivíduos e milhares de empresas. Basta que não satisfaçam os requisitos de uma nova ordem, paradoxalmente centrada no aperfeiçoamento do capital humano. 

O crepúsculo do século XX marca a definitiva transição da sociedade industrial para a Grande Sociedade Aberta, a Sociedade do Conhecimento e da Informação. A simples acumulação de capital físico sob a forma de rodovias, hidrelétricas e usinas de aço explica cada vez menos a riqueza das nações, o sucesso das empresas e a renda dos indivíduos. O colapso de nosso gigante emergente, o Brasil do regime militar, mostrou que esse tipo de crescimento tem pernas curtas. 




Obscurantismo até quando?  

Editorial 
Correio Braziliense 

Educação é antídoto para muitos males sociais: fome, miséria, violência, falta de urbanidade. Sem ela, não há desenvolvimento humano, econômico, tecnológico, político. O país patina e fica estagnado no tempo e no espaço. No Brasil, a diversidade e a pluralidade vão além das raças, das culturas e dos credos. O país tem múltiplos cenários que expressam as desigualdades que o tornam menor frente a outras nações. Educação é prioridade nos discursos dos governantes. Mas é letra morta na realidade e acaba por arrastar para cova rasa a dignidade de crianças, jovens e adultos. Deixam-nos vulneráveis às artimanhas da vida.




A base do desastre educacional

Editorial
O  Globo

 ‘Pátria educadora’ em crise eterna

Editoria de Arte

 Ilustração para o editoral "A base do desastre educacional" 

Não demorou muito para a própria presidente Dilma desdizer o lema “pátria educadora”, lançado por ela na posse no segundo mandato, para ser o eixo do novo governo. A fim de evitar que haja o mínimo de 171 votos na Câmara exigidos para o impeachment, Dilma atendeu seu principal consultor político e criador, Lula, e, numa reforma ministerial, ampliou de seis para sete o número de pastas do PMDB, encolheu o peso do PT no primeiro escalão e entregou a condução política do governo aos lulopetistas Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), mantendo Edinho Silva, também ligado a Lula, na Secretaria de Comunicação. Nessa dança das cadeiras, o Ministério da Educação entrou como contrapeso. Voltou para ele Aloizio Mercadante, do PT, defenestrado da Casa Civil como desejava há tempos o próprio Lula.




Reta final do Enem: saiba como é feita a correção da redação

Luana Massuella
Veja online

A redação representa 20% da nota final do exame e a pontuação atribuída a sua correção varia de 0 a 1.000 pontos

(VEJA.com/Thinkstock)
A redação deve respeitar as cinco competências avaliadas no exame
 que envolvem, por exemplo, o domínio da norma padrão 
da língua escrita em um texto dissertativo

A redação representa 20% da nota final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A atribuição da pontuação de 0 a 1.000 pontos ao texto é tão importante que dois avaliadores corrigem a redação. 

Eles devem respeitar as cinco competências avaliadas no exame, que envolvem o domínio da norma padrão da língua escrita, compreensão da proposta e escrita de um texto dissertativo, defesa de um ponto de vista com bons argumentos, demonstração de conhecimento dos mecanismos linguísticos e elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado.



Não há mágica para reformar a educação – só boas práticas

Barbara Bruns (*)
Revista EXAME

Alexandre Battibugli / EXAME 
Aluno em escola de Sobral: a cidade cearense
 inspirou o programa nacional de alfabetização

São Paulo — O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, observou recentemente que “a nova medida do grau de investimento é a pontuação do país no Pisa”. Se assim for, o que ocorrer nas mais de 5.000 secretarias de Educação estaduais e municipais do Brasil e na chefa do Ministério da Educação nos próximos cinco anos poderá ser tão importante para o crescimento e para a competitividade do país quanto suas políticas comerciais e fiscais.

O Brasil fez progressos no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o teste da OCDE que mede habilidades em leitura, matemática e ciências de estudantes de 15 anos e que existe desde 2000. Mas os resultados da última rodada (2012) mostram que o Brasil, em relação a outros países da América Latina e do Caribe, ainda está abaixo de Chile, Uruguai, México e Costa Rica; na comparação com o resto do mundo, está atrás de Malásia, Bulgária, Romênia, Turquia, Tailândia e Vietnã.




Boa educação traria US$ 23 tri ao Brasil no longo prazo
Andreas Schleicher (*)
Revista EXAME

Alexandre Battibugli / EXAME 
Prédio em obras: 
falhas na capacitação dificultam a adoção de novas tecnologias

São Paulo - Empregos, riqueza e bem-estar individual são coisas que dependem apenas do que as pessoas sabem e do que elas podem fazer com o que sabem. Não existem atalhos para equipar pessoas com as habilidades apropriadas e oferecer-lhes as oportunidades para que usem suas aptidões de maneira eficiente.

E se há algo que a economia global nos ensinou nos últimos anos é que não basta nos estimular para sair de uma crise e que não podemos simplesmente imprimir mais dinheiro para superá-la. Países como o Brasil podem se sair muito melhor preparando mais pessoas com condições de colaborar, competir e se conectar de maneira que possam obter um emprego mais atraente, melhorando de vida e impulsionando a economia.




História sem tempo

Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa(*)
O Globo

A ordem do dia é esculpir um Brasil descontaminado de heranças europeias

Renato Janine, o Breve, transitou pela porta giratória do MEC em menos de seis meses. No curto reinado, antes da devolução do ministério a um “profissional da política”, teve tempo para proclamar a Base Nacional Comum (BNC), que equivale a um decreto ideológico de refundação do Brasil. Sob os auspícios do filósofo, a História foi abolida das escolas. No seu lugar, emerge uma sociologia do multiculturalismo destinada a apagar a lousa na qual gerações de professores ensinaram o processo histórico que conduziu à formação das modernas sociedades ocidentais, fundadas no princípio da igualdade dos indivíduos perante a lei.

O ensino de História, oficializado pelo Estado-Nação no século XIX, fixou o paradigma da narrativa histórica baseado no esquema temporal clássico: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea. A crítica historiográfica contesta esse paradigma, impregnado de positivismo, evolucionismo e eurocentrismo, desde os anos 60. Mas o MEC joga fora o nenê junto com a água do banho, eliminando o que caracteriza o ensino de História: uma narrativa que se organiza na perspectiva temporal. Segundo a BNC, no 6º ano do ensino fundamental, alunos de 11 anos são convidados a “problematizar” o “modelo quadripartite francês”, que nunca mais reaparecerá. Muito depois, no ensino médio, aquilo que se chamava História Geral surgirá sob a forma fragmentária do estudo dos “mundos ameríndios, africanos e afro-brasileiros” (1º ano), dos “mundos americanos” (2º ano) e dos “mundos europeus e asiáticos” (3º ano).




História em currículo não pode 'descambar para ideologia', defende ex-ministro

O Estado de S. Paulo

Renato Janine Ribeiro afirmou no Facebook que a Base Nacional Comum apresentava falhas em relação à disciplina


O ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro

SÃO PAULO - O ex-ministro de Educação e filósofo Renato Janine Ribeiro afirmou em sua página no Facebook que o conteúdo de História da Base Nacional Comum (BNC) deve conter "ensinamento crítico, mas sem descambar para a ideologia". 

Conforme mostrou o Estado em setembro, o documento prévio da base, que vai definir o currículo de toda a educação básica no País, foi publicado sem conter a disciplina  por causa de falhas conceituais e textuais.




Especialistas veem falhas e sugerem melhorias para proposta de currículo da educação básica

Eduardo Vanini, Raphael Kapa e Renata Mariz
O Globo

Para educadores, faltam clareza e fundamentação em rascunho divulgado pelo MEC. Disciplina de História ficou sem conteúdo

BRASÍLIA E RIO - Diálogo entre disciplinas, espaço para regionalização, possibilidade de escolhas no ensino médio. Os objetivos explícitos na proposta de Base Nacional Comum Curricular (BNC), divulgada ontem pelo Ministério da Educação (MEC), são louváveis. Mas, de acordo com especialistas que analisaram o documento, ainda há muito trabalho a ser feito até se chegar à versão final do currículo que norteará o conteúdo de todo o ensino básico no país. Eles levantam diferentes fragilidades do rascunho, que, por exemplo, foi divulgado ainda sem o conteúdo referente à disciplina de História. A falta de clareza e a pouca atenção à alfabetização foram outras críticas levantadas, mas, em geral, reconhece-se a importância de um currículo nacional unificado.




Um currículo para todos

Cecília Ritto e Amanda Prado
Veja online

Com décadas de atraso, o Brasil terá enfim um currículo nacional com metas para 100% das escolas do país. Se os professores o aplicarem, poderá ser um grande avanço

(Alexandre Schneider/VEJA)
 “Alunos brasileiros: até hoje, cada escola particular teve o seu currículo;
 já na rede pública, às vezes não há nenhum”

O currículo escolar funciona como um roteiro para a sala de aula, demarcando o conhecimento que o professor deve passar ao aluno em cada disciplina, ano a ano. É peça básica para estabelecer metas e ambições acadêmicas, um norte sem o qual se navega no escuro, ao sabor de crenças individuais sobre o que a criança precisa saber. Muitas rodas da educação brasileira sempre torceram o nariz para a criação de um documento que fincasse objetivos em comum para todas as escolas do país. O argumento era que seria como uma camisa de força, ferindo a liberdade de ensinar. No sistema em vigor, estados e municípios ora têm o próprio currículo, ora nenhum, e os colégios particulares adotam os seus, mirando os vestibulares e o Enem. Recentemente, o Ministério da Educação soltou um texto que é ponto de partida para o primeiro currículo nacional único, iniciativa que alinha o Brasil com um sistema que já se provou essencial nos países de boa educação básica. Não havia mais como emperrar esse avanço por travas ideológicas. Que fique claro: estamos diante do passo número 1. O esforço agora deve ser para elevar o padrão da versão inicial do MEC, aberta a debate, e trabalhar para que não vire obra de ficção, mas seja aplicada para valer pelos professores.




Governo apresenta proposta de documento para nortear a educação básica

O Globo

Material foi divulgado pelo MEC em site explicativo sobre a Base Nacional Comum, para estimular participação da sociedade

Reprodução/Basenacionalcomum.mec.gov.br 
A página do MEC em que o documento foi disponibilizado 

RIO - O Ministério da Educação publicou nesta quarta-feira a sua primeira proposta para a Base Nacional Comum (BNC), que, em sua versão final, depois de discussões internas e com a sociedade, deverá nortear o aprendizado da educação básica em todo o país. Estima-se que o documento sirva para orientar 60% do conteúdo que os alunos nas diferentes fases do ensino básico deverão aprender nas cerca de 190 mil escolas brasileiras.

Será a primeira vez que o país terá um "currículo único" para o ensino básico. Hoje, o MEC estabelece apenas parâmetros que as escolas não têm a obrigação de seguir. O BNC deverá ser seguido por todas as instituições de ensino. A ideia é formar uma base de conteúdo unificada, mas deixando espaço para cada escola trabalhar assuntos referentes a sua própria região e projeto pedagógico. A expectativa é chegar a uma versão final para o documento em julho de 2016.

Leia mais...



Somos Educação investe em sua coleção Vaga-Lume
Tatiana Vaz
EXAME.com 

Divulgação 
Livros da série Vaga-Lume: 
de 10 a 15 títulos da coleção serão lançados por ano

São Paulo – As histórias de "A Ilha Perdida", de Maria José Dupré, e "O Escaravelho do Diabo", de Lúcia Machado de Almeida, estão entre os relançamentos da coleção Vaga-Lume feitos em agosto pela Somos Educação (ex-Abril Educação).

Essa tradicional série de livros infanto-juvenis começou a ser publicada em 1972 pela editora Ática, que hoje é parte da Somos Educação. Todos os 70 livros da coleção serão revitalizados aos poucos. A ideia é que entre 10 e 15 títulos cheguem no mercado a cada ano.

Leia mais...



“Barreiras para melhorar a educação brasileira são políticas”, diz economista do Banco Mundial

Veja online

No EXAME Fórum Educação 2015, o ex-ministro Renato Janine Ribeiro reafirmou as metas de educação do país e especialistas criticaram a desvalorização do professor e os entraves políticos que atrasam a educação no Brasil

(Leandro Fonseca/Exame.com/Divulgação)
Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial 
na área de Educação para América Latina e o Caribe

Para melhorar a educação brasileira, o principal entrave a ser superado são os obstáculos políticos, de acordo com Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial na área de educação para a América Latina e o Caribe. Em palestra no EXAME Fórum Educação 2015, Bruns ressaltou que o Brasil não valoriza os bons professores e que existem diversas soluções locais com bons resultados - basta reconhecê-las e replicá-las.

"As barreiras para o avanço da educação do país são políticas, não técnicas. Há excelentes exemplos de boas escolas e profissionais, mas, para que se tornem a maioria, é preciso que o Ministério da Educação se comprometa a recompensar os melhores educadores, punir os ruins e estabelecer avaliações rigorosas e treinamentos eficazes", disse Bruns.

Leia mais...


5 atos da "Pátria Educadora" que trabalham contra a Educação

Raphael Martins e Rita Azevedo
EXAME.com 

Ueslei Marcelino/Reuters 
Dilma e Mercadante: 
será que a dupla consegue reverter o cenário de queda?

São Paulo – Em janeiro deste ano, durante a posse do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff divulgou o lema do seu novo governo: “Brasil, Pátria Educadora”.

“Ao bradarmos ‘Brasil, pátria educadora’ estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades”, disse na época. De lá para cá, algumas das medidas tomadas com relação ao tema e ao Ministério da Educação (MEC) que mostram que, talvez, a área não seja tão prioritária assim.




Escolas atualizam educação sexual

Exame.com
Isabela Palhares, Estadão Conteúdo

Alexandre Battibugli / EXAME 
Atraso: enquanto a rede pública barra novas abordagem pedagógicas
 de educação sexual, colégios particulares apostam na temática através da tecnologia

São Paulo - Após muita discussão e polêmica, os vereadores de São Paulo barraram, na semana passada, a inclusão de metas de promoção e debate de igualdade de gêneros nas escolas da rede municipal.

Na direção oposta, colégios particulares apostam há tempos na temática, que nos últimos dois anos ganhou nova abordagem por causa das mudanças tecnológicas. Antes baseadas na questão biológica, hoje as aulas estão mais focadas nos aspectos sociais e comportamentais.




Alta rotatividade no MEC afeta políticas de ensino

 Eduardo Vanini e Paula Ferreira
O Globo

Educadores criticam troca-troca na pasta, que terá o quarto ministro em menos de 1 ano

Givaldo Barbosa / Agência O Globo 
Renato Janine ficou cerca de seis meses no cargo  

RIO— É máxima entre educadores que para colher frutos no ensino de um país é preciso implementar políticas de longo prazo. No entanto, a troca constante de ministros na área indica que a realidade brasileira vai na contramão, criticam especialistas. Desde a redemocratização do país, há 30 anos, o Brasil teve 16 pessoas conduzindo o Ministério da Educação (MEC). Média de menos de dois anos para cada. Só no governo Dilma Rousseff, cujo slogan é “Pátria Educadora”, com a demissão de Renato Janine Ribeiro, ontem, houve cinco trocas em menos de cinco anos. Aloizio Mercadante, que ocupou o cargo de 2012 a 2014, está de volta à pasta. Ele será o quarto ministro da Educação em menos de um ano.




Mais Educação, do MEC, não melhora notas dos alunos

Exame.com
Luiz Fernando Toledo, do Estadão Conteúdo

Thinkstock 
Mais educação: o programa não promoveu melhoria no 
desempenho dos alunos nem fez cair o abandono escolar

São Paulo - Elaborado como estratégia para estimular a jornada em tempo integral em escolas municipais e estaduais de ensino fundamental no país, o programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC), não promoveu melhoria no desempenho dos alunos nem fez cair o abandono escolar.

No curto prazo, levou ainda à diminuição nas notas dos estudantes em Matemática. Interrupções nos repasses aos municípios e Estados têm sido uma das dificuldades na implementação das ações planejadas.




Entenda como a educação pública vem sendo massacrada na Bahia

Antonio Henrique Dantas Silva
Tribuna da Internet


Volto ao tópico do fechamento de escolas na Bahia, estado que Jaques Wagner governou e mandou o que quis e não quis. Desde o primeiro mandato do Wagner que a educação vem sendo massacrada, agora com o seu sucessor o Rui Costa, a coisa está bem pior, uma vez que estão fechando escolas de maneira arbitrária. Em Feira de Santana, maior município baiano, foram várias as escolas fechadas, a justificativa é a falta de alunos.




‘Três meses sem aula, em greve, não é razoável’, diz Mercadante

 Renata Mariz
O Globo

Novo ministro da Educação dá primeira entrevista após assumir o cargo pela segunda vez

Jorge William  
Mercadante: “Temos que trabalhar o financiamento da educação. 
Como estamos numa crise fiscal, precisamos melhorar a gestão” 

BRASÍLIA — Na primeira entrevista como ministro da Educação após assumir o cargo pela segunda vez, Aloizio Mercadante defendeu a volta da CPMF para aliviar o caixa da União e, desta forma, levar mais recursos para o ensino; condicionou novas vagas no Ciência sem Fronteiras a parcerias e anunciou mutirões para destravar a construção de creches. Para melhorar a qualidade da educação básica, ele quer priorizar 28 mil escolas que concentram 70% dos alunos com pior desempenho em alfabetização. Mercadante criticou as longas greves de professores nas redes federais, destacando que é preciso “responsabilidade”, e disse que criará regras novas para avaliar cursos de graduação.



“A tecnologia não resolve tudo na educação”

Gian Kojikovski
 Revista EXAME

gpointstudio/Thinkstock 
As escolas precisam repensar suas regras sobre o uso de celulares

São Paulo — O executivo americano Anthony Salcito é um entusiasta do impacto da tecnologia em salas de aula. Mas o vice-presidente de educação da empresa de tecnologia Microsoft não vê os avanços tecnológicos como a panaceia para o ensino: “Se não houver ênfase em professores bem preparados, parte do impacto positivo que a tecnologia poderia ter vai ser desperdiçada”, diz Salcito. Autor de um dos mais influentes blogs de educação do mundo, o executivo concedeu a seguinte entrevista a EXAME.




Mercadante admite que governo não vai cumprir todas metas do PNE


Renata Mariz 
O Globo

Na transmissão de cargo no MEC, ele anunciou reformulações em uma série de programas



BRASÍLIA - O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assumiu ontem o cargo admitindo que não será possível, no cenário do "inevitável ajuste fiscal", cumprir todas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Ele deu o exemplo da meta 20, que prevê o investimento de 10% do PIB na Educação em 2024:

— Mesmo com os recursos do fundo social do pré-sal e dos royalties do petróleo, que foram aprovados quando eu era ministro da Educação, não será possível atingir essa meta. Isso vai exigir muito planejamento e interlocução entre os gestores públicos e todos que militam na educação.



Boa educação nem sempre exige mais dinheiro


Daniel Barros
Revista EXAME 

Getty Images 
Hanushek: "Um professor deve ser avaliado não em provas, 
mas pelo valor que ele agrega ao conhecimento de seus alunos"

São Paulo — O economista americano Eric Hanushek, de 72 anos, professor da Universidade Stanford, talvez seja o acadêmico que mais tenha influenciado as discussões sobre reformas educacionais nos Estados Unidos nos últimos 40 anos.

Seus estudos inovaram em três frentes. Primeira: com a tese de que investir mais em educação não necessariamente significa colher resultados melhores. “O que importa é como, e não quanto, se investe”, afirma.

Segunda: com a ideia de que, para melhorar o aprendizado dos alunos, nada é mais importante do que a qualidade do professor. E terceira: com a aplicação do conceito de valor agregado, típico da economia industrial, na avaliação do impacto dos educadores no aprendizado das crianças.



Cidades pequenas têm melhores oportunidades em educação


 Eduardo Vanini
O Globo

Metrópoles enfrentam dificuldades devido ao tamanho das redes, segundo Pesquisa Inédita

Jarbas Oliveira/7-3-2013 
Alunos em escola de Groaíras, cidade com a segundo melhor avaliação no Ioeb 

RIO - As melhores condições de ensino para crianças e adolescentes estão em cidades pequenas no interior do Brasil. A constatação é do Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb), um levantamento inédito sobre o aprendizado nos municípios do país. Sobral, Groaíras e Porteiras, no Ceará, por exemplo, são os mais bem classificados na pesquisa. Numa escala de zero a dez, essas cidades obtiveram notas 6.1, 5.9 e 5.9, respectivamente. Já as grandes metrópoles aparecem com avaliações ruins. Melhor capital brasileira no ranking, São Paulo aparece apenas na 1.387ª posição, com 4.8 pontos.

O novo índice foi desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública, com apoio do Instituto Península, da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Lemann, e tem como diferencial o estabelecimento de uma nota única para toda a educação básica de cada município, tanto da rede pública quanto privada. Para tanto, o Ioeb leva em conta avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a taxa de matrícula nas escolas e o nível de formação dos professores.




Avanço no ensino médio passa pela diversificação de cursos

João Batista Araujo e Oliveira
Revista EXAME

Marcos Santos/USP Imagens 
Alunos em simulado do Enem: 
as notas registradas no exame mostram 
como a educação tem avançado lentamente no Brasil

São Paulo — Nos diferentes países, os empresários e os provedores de educação e formação profissional divergem em suas percepções. Enquanto os empresários reclamam da falta de preparo dos candidatos a emprego, os formadores, por sua vez, queixam-se da falta de treinamento nas empresas.

No Brasil, quando falamos em mão de obra, estamos nos referindo a uma maioria de empregados com nove anos ou menos de escolaridade, pouco mais de 20% com nível médio completo ou incompleto e menos de 20% com nível superior. O ponto crítico é a qualidade: de acordo com a avaliação do Instituto Montenegro, 40% do pessoal de nível superior é analfabeto funcional.

O aumento relativo do nível de escolaridade não tem mudado esse panorama. A quantidade de trabalhadores com qualificação ou certificação técnica formal é inferior a 10% da força de trabalho. O restante possui, no máximo, cursos de curta duração. 




Desde 2009 o Brasil já não avança como antes na educação

Daniel Barros
Revista EXAME

Germano Lüders / EXAME 
Crianças digitais: 
aula de informática em escola municipal de São Caetano do Sul, SP

São Paulo — As crises política e econômica criaram uma neblina que dificulta previsões de médio prazo para o Brasil. A presidente Dilma Rousseff, reeleita no ano passado, completará seu mandato ou teremos um novo chefe de Estado antes do tempo previsto? O governo conseguirá sair da sinuca em que se encontra hoje no Congresso? Quando a economia começará a dar sinais de recuperação?

São questões da conjuntura atual que ofuscam temas estruturais igualmente urgentes, como as ações necessárias para o país avançar na educação básica. As agruras do presente não podem comprometer os esforços para um futuro melhor.


Um em cada cinco alunos do 3º ano fundamental não entende o que está lendo

Eduardo Vanini e  Paula Ferreira 
O Globo

Além disso, 34%não sabem localizar uma informação explícita quando a mesma está no meio do texto

Departamento de arte/O Globo
 O rendimento dos alunos em leitura  

RIO - Boa parte dos alunos no 3° ano do ensino fundamental brasileiro não entende o que lê. De acordo com a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgada nesta quinta-feira, 22,21% dos estudantes de escolas públicas nessa fase da educação foram classificados no "nível 1", o mais baixo de uma escala que vai até o "nível 4". Segundo os critérios estipulados para o "nível 1", essas crianças conseguem ler as palavras, mas não são capazes de compreender o que diz o texto diante delas.



Um quarto dos alunos no 3º ano do fundamental não fazem contas simples de adição


Eduardo Vanini e  Paula Ferreira
O Globo

Além disso, 32,78% dos estudantes de escolas públicas do país estão no nível 2, também considerado insatisfatório

17/09/2015 16:00 / ATUALIZADO 17/09/2015 20:12

 O desempenho dos alunos em Matemática - Departamento de Arte/O Globo

RIO — Um em cada quatro estudantes no 3º ano do ensino fundamental nas escolas públicas brasileiras está no nível mais baixo de aprendizado de matemática, segundo a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), divulgada nesta quinta-feira. Isto quer dizer que eles não sabem resolver problemas básicos da disciplina, como contas de adição (com três algarismos) ou subtração (com dois algarismos) sem reagrupamento.




Falta de educação

Paulo Guedes, de EXAME

Estimativas indicam que o setor educacional brasileiro mobiliza aproximadamente 13,5% de nosso produto interno bruto. Tal volume de recursos supera até mesmo a soma das indústrias de petróleo, energia elétrica e telecomunicações. Melhor para o país. Todos aceitam que, na sociedade do conhecimento, o principal recurso econômico é o capital humano. O conhecimento condiciona não apenas a capacidade de absorção de tecnologia pelas empresas mas também a simples pretensão a empregos e salários razoáveis por parte dos indivíduos.




Nenhum comentário: